Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação São Paulo - SP 05 a 09/09/2016 1 Campanha eleitoral e jornalismo político no rádio: estratégias argumentativas em entrevistas e debates 1 Marizandra RUTILLI 2 Rejane de Oliveira POZOBON 3 Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS Resumo Esta reflexão é das estratégias argumentativas nas falas de candidatos em entrevistas e debates eleitorais no rádio durante campanhas eleitorais. Apresentamos conceitualmente a relação de mídia e campanhas eleitorais - Iasulaitis (2015), Motta (2015), Ribeiro (2004), Carvalho (2010), Salgado (2012), Antunes e Lisi (2015), Mattos (2008); jornalismo político com base em Guazina (20015), Barreto (2006) e rádio a partir de Kischinhevsky (2012 e 2010), Lopez (2010), Ferraretto (2007), Prata (2009). Como ferramenta metodológica a Teoria da Argumentação de Perelman e Olbrechts-Tyteca (2005) e Breton (1999). Assim, reconhecemos o rádio como uma arena argumentativa. Apesar dos canais digitais para divulgar a notícia política, é na transmissão por antena que tenta manter sua notoriedade sobre a organização e deliberação, a exemplo das entrevistas e debates políticos midiáticos. Palavras-chave: Campanhas eleitorais; jornalismo político; argumentação; rádio; entrevista e debate. Considerações iniciais Atualmente, consideramos que o rádio assume diferentes nomenclaturas. Kischinhevsky (2012) apresenta o conceito de rádio expandido, em que o veículo oferece novos serviços e também canais de distribuição, transbordando para novas plataformas, suportes, mídias sociais e linguagens. Para Lopez (2010, p. 140), o rádio hipermidiático vai além das transmissões em antena, ampliando sua produção via internet e dispositivos de rádio digital, mantendo ainda um vínculo original com o conteúdo sonoro. Ferraretto (2007) pontua a existência de um rádio plural, resultado de compreensão do meio a partir da convergência tecnológica; também alterações no modelo comunicacional (FERRARETTO, 2013). Enquanto Prata (2009) observa o meio em processo de radiomorfose, reconfigurações, metamorfose de gêneros e formas de interação ao longo da história do veículo. Ferraretto e Kischinhevsky (2010) apontam ainda, um perfil multimídia dos profissionais de rádio, pela chamada convergência profissional, produção de conteúdos específicos para ambientes multimídias, além da produção para antena. Esses desdobramentos das pesquisas que relacionam tecnologias de informação e comunicação, convergência e rádio nos auxiliam a entender conceitualmente o que se compreende por 1 Trabalho apresentado no GP Rádio e Mídia Sonora, XVI Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação, evento componente do XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 2 Doutoranda em comunicação via Poscom da UFSM. Bolsista Capes. Membro dos grupos de pesquisa, Comunicação e Política pela mesma instituição e Mediações e Interações radiofônicas (UERJ). Email: maryrutilli@hotmail.com 3 Docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria. Líder do grupo de pesquisa Comunicação e Política UFSM/CNPq.