Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – ABPN Núcleo de Estudos Afro-brasileiro e Indígenas – NEABI MOCINHA (Maria Cezarina Cardoso) Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA/CAMPUS JAGUARÃO Pensando a circulação dos sentidos sobre a solidão da mulher negra na internet. Joselaine Karlsson 1 Palavras-Chave: midiatização, feminismo negro, recepção, circulação. Resumo: O presente estudo visa analisar as transversalidades da cultura midiática nas abordagens do feminismo negro na sociedade brasileira, e recepção dos aspectos que não fazem parte das agendas da mídia. O objetivo é pontuar as questões acerca das relações de consumo e recepção deste grupo no âmbito interacional dos debates do grupo. Através de uma análise netnográfica encontrou-se em matérias de revistas digitais, e páginas da internet, um destaque sobre os objetos que permeiam os campos midiáticos de forma paralela e que resultam em dilemas sociais contemporâneos que são debatidos, ou não, pela sociedade. Para isto, no âmbito das pesquisas qualitativas, iremos analisar as interações das mulheres negras em um grupo fechado do Facebook intitulado “A solidão da mulher negra”. Inicialmente fazendo uso do método de observação sistematizada para criar critérios de pesquisa e amostras focais, afim de pontuar as questões relacionadas à midiatização e recepção acerca das manifestações contrárias sobre as (in)visibilidades das afro-brasileiras e a construção da imagem desses indivíduos que refletem diretamente na problemática da solidão afetiva. INTRODUÇÃO As práticas sociais midiáticas na contemporaneidade encontraram nos grupos de redes sociais a possibilidade de discussão sobre pautas das mais diversas naturezas. E, a constante busca pela identidade das mulheres negras criou um processo social que tem encontrado espaço para práticas de questionamentos da (in)visibilidades das afro- brasileiras na sociedade. Essas que sentiam-se pertencente ao grupo de indivíduos invisíveis, encontram em grupos e páginas das redes sociais apoio e pautas substanciais para debater seus anseios e começaram a criar seu próprio espaço e empoderar-se no 1 Doutoranda em Comunicação e Informação (PPGCOM/UFRGS)