Análise de Amostras Ambientais. Segurança da Qualidade de Resultados - Artigo Científico/Técnico Análise de Amostras Ambientais. Segurança da Qualidade de Resultados Souza, A.J; Orth, E.S.; Bedendo, G.C.; Fiedler, H.D. Laboratório de Catálise e Fenômenos Interfaciais. LACFI Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. Departamento de Química RESUMO Nos últimos anos o termo qualidade não mais se restringe ao campo industrial. Suas aplicações estão intensamente presentes na prestação de serviços e em diversos outras áreas da sociedade, como por exemplo, na pesquisa científica voltada a análise de amostras ambientais, que por sua natureza se classificam como análises químicas intrinsecamente complexas. Sendo assim, o conceito de qualidade da análise química de amostras naturais e artificiais está relacionado com avaliação que por sua vez permite aprovar, aceitar ou recusar qualquer coisa (produtos ou serviços). Em química analítica esta definição envolve questões como, por exemplo, o correto acompanhamento das determinações a serem realizadas e a pré-idealização (desenho) de um experimento a ser executado. Estes procedimentos minimizam a propagação de erros, não apenas experimentais, mas também instrumentais e pessoais. Assim, através deste artigo pretende-se divulgar nossa proposta de sistema de segurança da qualidade que está implementado no Laboratório de Catálise e Fenômenos Interfaciais. O objetivo é de que todos os alunos e professores que utilizam estes laboratórios possam acompanhar os testes analíticos, tanto de rotina como das novas metodologias desenvolvidas. No laboratório 203 do LACFI os resultados encontrados no primeiro ano da aplicação do sistema de Segurança da Qualidade dos Resultados, mostraram que se pode obter maior confiabilidade em todo o processo analítico e, as cartas controles dos instrumentos analíticos indicam que é possível de se detectar problemas com o instrumento antes que o mesmo fique danificado irreversivelmente. Agradecimentos: O LACFI agradece aos ex-alunos Clarice U.Chagas (pela elaboração do programa para o banco de dados dos reagentes) José Luiz Westrup e Leandro Bruns. I . QUALI DADE EM QUÍ MI CA Atualmente a qualidade não mais se restringe ao campo industrial suas fronteiras e aplicações estão intensamente presentes na prestação de serviços e em diversos outras áreas da sociedade, como por exemplo, na pesquisa científica voltada para a resolução de problemas relacionados com a avaliação de impacto ambiental. Especificamente, com relação à qualidade do ar do interior dos laboratórios, o interesse vem aumentando, principalmente após a descoberta de que baixas taxas de troca de ar nestes ambientes ocasionam um aumento considerável na concentração de poluentes químicos e biológicos no ar (Brickus & Aquino Neto, 1999). Para implementar e avaliar a aplicação do programa de qualidade de nossos laboratórios, pretende-se: i) acompanhar o desempenho dos diferentes instrumentos presentes no mesmo, através de suas respectivas cartas controle; ii) catalogar os protocolos otimizados pelos alunos nas diferentes análises utilizadas para o desenvolvimento de seus estudos em nível de iniciação científica, conclusão de curso e pós-graduação; iii) atribuir responsabilidades, referentes aos instrumentos, materiais, ácidos de lavagem do material de vidro, água para análise e estoque dos reagentes. I .1. CONCEI TOS I MPORTANTES Qualidade é um conceito que está relacionado com avaliação e, conseqüentemente, permite aprovar, aceitar ou recusar qualquer coisa. Na prática, quase sempre existe uma relação entre o preço e a qualidade do produto. Entretanto, em química analítica esta definição deve ser expandida. Assim, deve-se perguntar porque você quer a análise e o que você quer fazer com ela para então decidir como vai realizá-la. Qualidade em laboratórios analíticos implica em resultados que: - alcançam as necessidades específicas do operador e para isso, deve existir uma discussão prévia à análise; - atraem a confiança de todos os que fazem uso dos resultados, principalmente no momento de submeter um artigo cujo trabalho foi realizado em um laboratório que possui um sistema de segurança da qualidade de resultados. Em geral, para laboratórios participantes de programas de harmonização de metodologias analíticas em amostras ambientais complexas, é importante que se trabalhe em ambientes limpos. Ainda, quando as determinações são em níveis muito baixos (traços) é ideal ter salas limpas ou câmaras. Estes ambientes estão internacionalmente definidos como salas ou câmaras nas quais o insuflamento, a filtragem e distribuição do ar, os materiais de construção e os procedimentos operacionais correspondem a exigências de controle na concentração de partículas no ar, com o objetivo de atingir os níveis de limpeza definidos pela última edição da US Federal Standard 209 (padrão ISO). O nível de contaminação de uma sala limpa, em termos de partículas, é da ordem de um milhão de vezes menor que aquela presente num ambiente natural (Torreira,199-) O Lab. 203 possui uma câmara limpa (TROX série 2061, modelo FLV-CLII-B2) que funciona utilizando sistemas de ventiladores de insuflamento e exaustão, além de filtros especiais, visando obter uma atmosfera com um número de partículas em suspensão controlada. A contagem do Impressão de conteúdo http://www.ecoterrabrasil.com.br/home/imprimir_conteudo.php?cd=m... 1 de 3 12/11/2010 23:05