¹ Graduando do Curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Unidade Acadêmica de Serra Talhada – UAST. E-mail: ronnie.gd@gmail.com ² Graduando do Curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Unidade Acadêmica de Serra Talhada – UAST. E-mail: cleyton.vanut@gmail.com ³ Graduando do Curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Unidade Acadêmica de Serra Talhada – UAST. E-mail: paulo.sralmeida@gmail.com @gmail.com 4 Graduando do Curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Unidade Acadêmica de Serra Talhada – UAST. E-mail: klebia.alves@gmail.com 5 Graduando do Curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Unidade Acadêmica de Serra Talhada – UAST. E-mail: andresassobreira.vanut@gmail.com 6 Professora Adjunto da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, Unidade Acadêmica de Serra Talhada – UAST. Doutorado em Psicologia Cognitiva pela UFPE. E-mail: mwcamboim@gmail.com VALORES NO TRABALHO, A PERSPECTIVA DE PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DA UAST Ronnie Edson de Souza Santos¹ , Cleyton Vanut Cordeiro de Magalhães², Paulo Rogério de Souza Almeida³, Clébia Alves Beserra 4 , Andrêsa Cibelly dos Santos Sobreira 5 , Maria Waleska Camboim Lopes de Andrade 6 Introdução O que leva as pessoas a trabalharem e o que as mantêm trabalhando? O trabalho é uma necessidade para garantir a vida, não apenas em termos de prover os recursos básicos para a sobrevivência, mas também como meio de satisfazer às necessidades humanas apontadas por Maslow (citado por Spector, 2006), quais sejam, as necessidades de: Segurança, Associação, Estima e Autorealização. E o que mantém as pessoas trabalhando em uma determinada organização é a capacidade de esta atender às necessidades básicas de seus funcionários, o que pode ser tido como a compatibilidade entre os valores da organização e os valores das pessoas que a compõem. Os valores humanos, do ponto de vista de Rokeach (1973) são transformações das necessidades. Os valores são aquilo que interessa às pessoas [1], o que determina seus objetivos [2]. Tais definições sobre os valores humanos apontam para a importância de conhecer os valores das pessoas para compreender a sua motivação quando estes estão relacionados ao trabalho que executam. O desempenho de funcionários no trabalho, as realizações importantes que possam exercer, além de sua saúde e longevidade dependem de algumas variáveis que são peculiares a cada indivíduo enquanto exercendo suas atividades laborais. Por exemplo, considera-se essencial a satisfação que sente no seu ambiente de trabalho, seu compromisso ou os sentimentos de associação que tem para com a organização e as emoções positivas e negativas experimentadas no trabalho, tais como raiva por um tratamento injusto ou a alegria de ver seu trabalho reconhecido. Estas são facetas ou os diferentes aspectos de um trabalho. As facetas do trabalho mais comuns são: o salário, as oportunidades de progredir, os benefícios; a supervisão, os companheiros de trabalho e as condições de trabalho; a natureza do trabalho, a comunicação e a segurança [3]. Reconhece-se que as pessoas não gostam igualmente de todos os aspectos de seu trabalho. Cada um destes aspectos corresponde ou não ao que o indivíduo prioriza como sendo importante para sua vida. Os valores são princípios guia para a vida, o que se considera como desejável. Uma forma de se pesquisar a relação das pessoas com seu trabalho, portanto, é através da informação sobre quais são os valores que detêm que influenciam o seu comportamento no trabalho. Rokeach (1973) considera que todas as pessoas possuem um sistema de valores que estão hierarquicamente organizados [4]. Ros, Schwartz e Surkiss (1999, citados por Porto & Tamayo, 2008) avaliam os valores do trabalho como expressões dos valores gerais em um contexto específico [5]. A teoria de Schwartz foi validada empiricamente por Sagiv e Schwartz (1995) em mais de 40 países do mundo inteiro. Tal teoria estabelece 10 tipos motivacionais agrupados em duas dimensões bipolares denominadas de: autotranscendência versus autopromoção e abertura para mudanças versus conservadorismo. Na primeira há uma contraposição entre a busca do bem-estar da humanidade e das pessoas próximas, e a busca de sucesso pessoal e