1367 I Simpósio Nacional de Geografia e Gestão Territorial e XXXIV Semana de Geografia da Universidade Estadual de Londrina A NOÇÃO DE DESENVOLVIMENTO NOS INSTITUTOS FEDERAIS Arthur Breno Stürmer 1 Resumo: Este trabalho traz resultados parciais de um projeto de pesquisa de Geografia, que está em andamento. Tem como objetivo identificar a noção de desenvolvimento utilizada como guia às ações dos Institutos Federais, tomados como parte da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Baseou-se em pesquisa teórica e documental focalizando os Institutos Federais e, em específico, o Instituto Federal Farroupilha. Salienta- se a pluralidade de acepções sobre o termo desenvolvimento, de modo a causar ambiguidades e, ao mesmo tempo, possibilitar a construção de uma noção de desenvolvimento que contemple outras dimensões do desenvolvimento que não apenas a econômica. Finaliza propondo um novo desenvolvimento, multidimensional e inclusivo, parece ser o caminho mais adequado para os Institutos Federais, em que pese seu compromisso com objetivos tanto educacionais quanto de promoção do desenvolvimento. Palavras-Chave: Educação profissional; Território; Comunidade local. INTRODUÇÃO O presente trabalho é um recorte teórico de projeto de pesquisa de Geografia, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), intitulado “O desenvolvimento territorial e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia”. O objeto do mesmo é investigar a contribuição dos Institutos Federais (IFs) para o desenvolvimento local e regional. Situa-se, portanto, na interface entre educação e desenvolvimento, dois campos do conhecimento aparentemente distantes, mas que são terreno fértil à pesquisa em geografia. Não obstante haja uma relação nebulosa entre o trabalho voltado à qualificação profissional e o respectivo impacto que se espera operar nos diferentes setores da economia, as instituições dedicadas à educação, ciência e tecnologia têm realizado um esforço de integração às economias onde estejam inseridas. O que não se pode olvidar é que seu ponto forte é educação profissional e tecnológica , resguardadas as peculiaridades que as distinguem de outras instituições dedicadas à educação. Convêm ressaltar, no entanto que há: dificuldades em mensurar sua contribuição para os processos de desenvolvimento; sobrevalorização de sua participação no desenvolvimento econômico, quando sua atuação prioritária é no âmbito pedagógico, simbólico e cultural; estabelecimento de objetivos institucionais que sofregamente irão alcançar apenas com a formação e qualificação de mão de obra. Mesmo que tenham uma atuação voltada à economia de âmbito local e regional, seu caráter as colocam em uma esfera onde o tipo de desenvolvimento que podem promover precisa ser rediscutido. Apesar de não haver uma concepção unívoca acerca do que seja o desenvolvimento, ele se relaciona, em qualquer medida, ao progresso (SOUZA, 1996; CASTORIADIS, 1983) e a uma evolução para a qual concorrem diferentes atores. É comum relacioná-lo aos sinais visíveis de novos aportes econômicos em 1 Mestre em DR&MA, Instituto Federal de Alagoas, arthur.sturmer@gmail.com