AUTOETNOGRAFIA DE UM CORPO ESTRANHO Thaisa Martins Coelho dos Santos Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) thaisamcs@yahoo.com.br Escritas Sensórias – Pele, peso, palavra, chão. Como tratar o gesto da escrita pela escrita do gesto? O despertar da escrita sensível pelos poros da pele. RESUMO: Busco, no presente artigo, compartilhar o processo de criação que me debrucei através da sinergia das minhas pesquisas nos projetos “Corpo Estranho”, orientada por Ms. Aline Teixeira, e “Metodologia de pesquisa em Dança, etnografias, autoetnografias e outras narrativas”, orientada por Dra Luciane Coccaro, ambas professoras do Departamento de Arte Corporal - UFRJ. Instigada por questões como “O que é estranho?”, “Por que você se sente uma estranha?”, “Como isso marca você?”, “Qual a função da escrita no trabalho de pesquisa em dança?” e “Como transmutar a dor tornando-a potência de criação?” decido pesquisar as agendas deixadas por minha falecida mãe e utilizar seus registros como insumo para pesquisa de movimento em dança. Desenvolvo um caminho estruturado em três etapas; primeiro - Leitura passiva dos registros, segundo - Seleção de palavras, frases e imagens que me servissem de estímulo e, terceiro - Transmutação desse material em movimento através de laboratórios de movimento orientados pelos Fundamentos da Dança de Helenita Sá Earp. Todas as etapas são acompanhadas por uma escrita autoetnográfica documentando e retroalimentando as fases da pesquisa. PALAVRA-CHAVE: Corpo Estranho, Pesquisa em Dança, Processo de Criação em Dança, Autoetnografia.