CENTRO VIRTUAL DE CULTURA SURDA REVISTA VIRTUAL DE CULTURA SURDA Edição Nº 23 / Maio de 2018 ISSN 1982-6842 http://editora-arara-azul.com.br/site/revista_edicoes O TRADUTOR-INTÉRPRETE DE LIBRAS NA EDUCAÇÃO: Inserção Precipitada e a Invisibilidade nas Competências e a Formação Fragilizada REGINALDO APARECIDO SILVA 1 O TRADUTOR-INTÉRPRETE DE LIBRAS NA EDUCAÇÃO: Inserção Precipitada e a Invisibilidade nas Competências e a Formação Fragilizada REGINALDO APARECIDO SILVA Resumo Após o reconhecimento da Libras pela Lei nº 10.436/2002 e regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005, a demanda de profissionais Tradutores Intérpretes de Língua de Sinais/TILS é urgente em todo o Brasil, principalmente, na esfera educacional. Muitos são aqueles egressos de cursos básicos e Especialização em Libras que têm o interesse de ingressar no “mercado” de profissionais TILS. É sabido que a demanda desse se torna progressiva a cada ano. E para suprir tal necessidade, muitos se candidatam em bancas examinadoras para obtere m uma “licença” e atuarem nas escolas, mas muitos não tiveram a oportunidade de se aproximar da Comunidade Surda e acreditam que, por saberem um pouco da Libras, ajudarão àquele que se “encontra sozinho e perdido” na escola. Enquanto profissionais atuantes na Comunidade Surda bem como em Instituições de Ensino, indagamos: é possível ser um TILS após um curso básico ou Especialização em Libras? Essa inquietação trás inúmeros questionamentos e poderá gerar um leque de hipóteses seguidas de discussões (des)favoráveis. Diferentemente do conceito errôneo que muitos têm, ao saírem dos cursos, do que é ser um TILS, urge compreender as reais atribuições desse profissional. Além da legislação vigente, que dispõe sobre esse, pesquisadores como Hurtado Albir (2005), Lacerda (2013), Machado (2014), Quadros (2007, 2009), Russo (2008, 2009), entre outros que já discutiram sobre o TILS, o projeto tem seu arcabouço constituído à pesquisa qualitativa. O escopo desta apresentação é a reflexão sobre a séria e responsável atuação do TILS e a inserção precipitada desse sujeito no ambiente educacional, além da frágil formação e falta das competências linguísticas e tradutórias fundamentais e essenciais para o exercício da função com qualidade. Ligado aos anseios, a priori de ordem empírica, o projeto foi executado mediante pesquisa de campo com entrevistas in locu semiestruturadas com TILS atuantes em Instituições de Ensino; em pesquisa teórica das literaturas disponíveis; e em eventos que envolveram a temática proposta. Apesar da gama de interessados, egressos de cursos de curta duração, poucos são aqueles que, realmente, conhecem e tem competências linguísticas e tradutórias para atuar como um profissional competente na área de tradução no ambiente educacional. Após a compilação das informações coletadas, com vocabulário formado e o convicto domínio da língua de sinais, foi possível identificar os reais porquês dos candidatos de se tornar um TILS. Palavras-chave: Tradutor-Intérprete de Libras. Fluência. Formação. Língua brasileira de sinais. Competências Tradutórias.