XI EPCC Anais Eletrônico 29 e 30 de outubro de 2019 O USO DA SALA INVERTIDA NO ENSINO MÉDIO: O QUE DIZEM OS ALUNOS SOBRE A ESCOLA PÚBLICA NO/DO/PARA O SÉCULO XXI Renata Oliveira dos Santos 1, Taissa Vieira Lozano Burci 2, Patrícia L. L. Mertzig Gonçalves de Oliveira 3, Camila Tecla Mortean Mendonça 4, Silvia Eliane de Oliveira Basso 5, Maria Luisa Furlan Costa 6 1 Docente no Centro Universitário Cidade Verde. Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá re.mga@hotmail.com 2 Bolsista da Capes pela Universidade Estadual de Maringá. Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá. taissalozano@gmail.com 3 Docente na Universidade do Oeste Paulista. Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Maringá patriciamertzig@gmail.com 4 Docente no Centro Universitário Cesumar. Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá. mortean.camila@gmail.com 5 Docente no Instituto Federal do Paraná, Campus Umuarama, PR. Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá. silvia.basso@ifpr.edu.br 6 Docente na Universidade Estadual de Maringá. Doutora em Educação pela Universidade Paulista Julio de Mesquita Filho - UNESP/Araraquara - luisafurlancosta@gmail.com RESUMO A presente pesquisa objetiva apresentar como a temática de educação e juventude pode ser inserida nas aulas utilizando diferentes recursos didáticos para suscitar um debate em relação a escola pública que alunos de Ensino Médio desejam no/do/para o Século XXI por meio de um relato de experiência que ocorreu no ano de 2018. As atividades foram desenvolvidas com base na metodologia ativa da sala de aula invertida e com a utilização de diferentes recursos didáticos com alunos do 1º Ano do Ensino Médio de um colégio particular da cidade de Maringá/Pr que resultaram na elaboração de uma carta/e-mail para o presidente da república demonstrando a conscientização e a preocupação dos alunos com a educação ofertada nas escolas públicas. A sala de aula invertida proporcionou dinamicidade ao processo de ensino e de aprendizagem dos alunos que participaram ativamente de todas as atividades. Palavras-chave: Sala de aula invertida; Metodologias ativas; Escolas públicas brasileiras; Alunos do ensino médio. 1 INTRODUÇÃO No início do Século XXI houveram inúmeras greves e ocupações escolares em todo país. No governo do Presidente Michel Temer destacou-se a Reforma do Ensino Médio, determinada como Medida Provisória nº 746/2016 e sancionada como a Lei nº 13.415/2017. A reforma foi muito questionada por educadores, pesquisadores da área e chegou a ser debatida nas escolas. Outro assunto debatido foi o projeto de lei Escola Sem Partido (PL 7180/2014), que após intensos debates e manifestações da sociedade civil, acabou sendo arquivado em 11 de dezembro de 2018. Sendo parte do conteúdo curricular da disciplina de Sociologia do 1º Ano do Ensino Médio, em 2018, os alunos de um colégio privado, localizado em Maringá/Pr, foram incentivados a pensar a escola pública por meio de inúmeros recursos e ferramentas didáticas. Muitas vezes confortáveis no lugar social que ocupavam, eles foram provocados a deixarem seu lugar de fala e participarem de um espaço de escuta para compreender a realidade fora dos muros escolares que habitavam (RIBEIRO, 2017). Para essa ação foram utilizados, ao longo de 10 encontros semanais presenciais de 45 minutos, a apostila do Sistema FTD cujo conteúdo foi complementado tanto pela plataforma virtual disponível aos alunos pelo próprio sistema, como pelo uso da tecnologia, por meio das redes sociais e WhatsApp para o compartilhamento de documentários, músicas, textos, charges e para continuidade dos debates. Como parte final desse processo de ensino e aprendizagem os alunos receberam a visita de uma professora do ensino superior, pesquisadora da área da educação, tecnologia e metodologias ativas. Ela ao utilizar o espaço da sala invertida existente no colégio propôs