1770 MUSICOTERAPIA ANALÍTICA E ESTIMULAÇÃO DE FALA: A TÉCNICA DA IMAGINAÇÃO ATIVA Maria de Fátima de Almeida Baia Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Brasil Endereço eletrônico: mariadefatimabaia@uesb.edu.br Edisio Pereira da Silva Luz Júnior Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Brasil Endereço eletrônico: epsljr@gmail.com Victor Rodrigo Bomfim Leite Silva Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Brasil Endereço eletrônico: rodrigovictor97@gmail.com INTRODUÇÃO Neste estudo, demonstramos como a técnica da Psicologia Analítica de Imaginação Ativa (JUNG, 2001; 2007; 2013) pode ser usada no contexto de estimulação de fala com música. Para isso, nos apoiamos tanto na literatura da Musicoterapia Analítica (PRIESTLEY, 1987) como também da de desenvolvimento/recuperação de aspectos fônicos da língua (YAVAS, HERNANDORENA e LAMPRECHT, 1991; LOWE, 1996). Trazemos como exemplo, de maneira qualitativa na discussão, dados resultantes da intervenção com música no LAPEN (Laboratório de Neurolinguística da UESB) em dezembro de 2018. A Musicoterapia por ser uma área de encontro multidisciplinar permite que diferentes perspectivas teóricas possam se entrelaçar com seu elemento principal, a música. Uma das razões para tal reside na possibilidade de entendermos o fazer musical como metáfora, que, segundo Barcellos (2009), pode ser exemplificado com o uso da expressão musical no lugar do não-dito verbalmente. Dessa maneira, diferentes aspectos e conteúdos da psique podem ser visitados com o uso de diferentes sequências de notas, ritmos e demais elementos musicais. Entretanto, para que tal uso ocorra com sucesso, é importante que o terapeuta tenha conhecimento da estrutura musical (BARCELLOS, 2009, p. 14), pois é por meio desse conhecimento que será possível perceber a música e o conteúdo subjetivo que o paciente traz. Além do conhecimento da estrutura musical, o