In RIBEIRO DO VALLE, L.E.L. (Org.), Neuropsicologia e Aprendizagem. São Paulo: Robe Editorial. 2004. p. 343 – 354. CONTRIBUIÇÕES DA AFETIVIDADE PARA A EDUCAÇÃO 1 Ana Maria Falcão de Aragão Sadalla anaragao@terra.com.br Roberta Gurgel Azzi betazzi@uol.com.br Psicólogas. Doutoras em Educação pela Unicamp. Docentes do Departamento de Psicologia Educacional e membros do Grupo de Pesquisa Psicologia e Educação Superior da Faculdade de Educação da Unicamp. Com açúcar, com afeto, Fiz seu doce predileto Pra você parar em casa Qual o quê... (Chico Buarque) Quando eu estou aqui Eu vivo esse momento lindo Olhando pra você E as mesmas emoções sentindo... (Roberto Carlos) Um dia, vestido de saudade viva, Faz ressuscitar Casas mal vividas, camas repartidas, Faz se revelar. Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar, Sentimento ilhado, morto, amordaçado, Volta a incomodar. (Fagner) Afeto, emoção e sentimento têm sido utilizados quase sempre como sinônimos, mas apresentam diferenças em sua conceituação. Observando o que dizem os autores das letras das músicas apresentadas acima, pode-se perceber que para eles não há muita diferença entre afeto e sentimento, que são estados psicológicos, interpretados e a emoção é um estado fisiológico, de dentro para fora. A temática da afetividade é tão antiga quanto o homem e tem sido pesquisada por diversos autores a partir de diferentes expressões. Engelmann (1978) buscando analisar os estados subjetivos pesquisou as variações semânticas de palavras como emoções, sentimentos, estados de 1 As autoras agradecem a gentil colaboração de Elvira Araújo, Marli Pereira e Patrícia Almeida na discussão dos eixos deste texto.