Laboratório de Saúde Mental e Psicologia Clínica Social Departamento de Psicologia Clínica - IPUSP Anais da V Jornada APOIAR: SAÚDE MENTAL NOS CICLOS DA VIDA; São Paulo, 09 e 10 de novembro de 2007 143 LOUCOS DE AMOR: O AMOR E A SEXUALIDADE PARA SÍNDRÔMICOS DE ASPERGER Thiago de Almeida Francisco Baptista Assumpção Jr. A história da humanidade revela, desde os tempos mais remotos, a existência de pessoas portadoras dos mais diversificados tipos de deficiência, com relatos a respeito de suas dificuldades na vida cotidiana. Ao tratar do problema referente à inclusão da pessoa deficiente, mister se faz discorrer sobre os relacionamentos afetivo-sexuais que por ventura, estes se mobilizem a estabelecer e, em busca da aplicação do princípio da isonomia aos acometidos pelo conjunto de características que os identifiquem enquanto deficientes. Infelizmente, no Brasil, o deficiente e suas necessidades ainda são freqüentemente ignorados, posto que a evolução da sociedade não foi suficiente para afastar a exclusão e as dificuldades experimentadas. Dessa forma, faz se necessário estabelecer por meio de lei, regras que possam favorecer a igualização entre as pessoas, deficientes ou não. Contudo, embora inúmeras sejam as leis que buscam regulamentar os direitos para os deficientes, essas leis não se apresentam como um todo harmonioso, dificultando a sua aplicação, uma vez que regulamentam a matéria em leis esparsas, na esfera federal, estadual e municipal, além de decretos regulamentares, portarias e resoluções específicas para cada tipo de deficiência. Então, numa sociedade na qual se busca o arquétipo do homem ideal, a pessoa deficiente é ignorada e excluída, e resta ser confinada na própria família ou em uma instituição, na qual partem da premissa "o que os olhos não vêem o coração não sente". Um dos temas a que muitas vezes são afastados as pessoas deficientes é o