I Encontro Germanistas do Rio de Janeiro V Fórum da APARIO 2007 Da euforia ao Caos 22 a 24 de novembro de 2007 UERJ – Rio de Janeiro - Brasil 1 de 13 Else Lasker-Schüler em Berlim: rostos de uma cidade Dra. Juliana P. Perez 1 (UFRJ) RESUMO: Else Lasker-Schüler viveu aproximadamente quatro décadas em Berlim, mas, ao contrário de outros autores da época, quase nunca menciona explicitamente a cidade em seus textos. A representação dos espaços nos textos de Lasker-Schüler parece ter mais caráter fictício do que real. Entretanto, a ausência da referência direta à metrópole não significa fuga do real, mas indica um dos fatores de sua poetologia, que se constitui por meio dos rostos humanos encontrados na metrópole. Palavras-chave: Else Lasker-Schüler, Berlim, espaço, poetologia Introdução: Lasker-Schüler em Berlim Man traf sich mit Lasker-Schüler, Peter Hille im Café des Westens, gelegentlich bei Dalbelli an der Potsdamer Brücke. Man hatte Tuchfühlung mit Richard Dehmel, mit Wedekind, Scheebart. [...] ... so lernten wir auch den etwa gleichaltrigen Georg Lewin kennen, der sich bald Herwarth Walden nannte [..]. Das war ein großer Organisator. Ich erinnere mich der Konzerte, die er in seiner ersten Gründung, dem Beethovenverein veranstaltete, in der Aula der Mädchenschule, Ifflandstraße. Es war immer Leben und Auftrieb um ihn. Früh lernte er, der sich in vielen Kreisen bewegte, auch in literarischen, die bildschöne junge Frau des Artzes Lasker kennen. Sie führte eine unglückliche Ehe. Walden befreite sie daraus und heiratete sie, und ihr kleiner Sohn, Paulchen, ging mit ihr. [...] Walden, mit seinem Spürtalent, hatte die große Begabung der jungen Frau erkannt, aber ihr Temperament, wie mir scheint, nicht mit derselben Sicherheit. Ich wohnte heftigen Szenen zwischen den beiden bei. Sie war leidenschaftlich und unbändig. Es hat lange gedauert, bis sie sich trennten...” (DÖBLIN, apud: Marbacher Magazin, 1995. p. 46) As pessoas encontravam-se com Lasker-Schüler, Peter Hille no Café des Westens, eventualmente no Dalbelli [casa de vinhos, ndt.] na Postdamer Brücke. Estava-se lado a lado com Richard Dehmel, Wedekind, Scheebart. [...] ... assim conhecemos também Georg Lewin, que tinha mais ou menos a nossa idade e que logo passaria a se denominar Herwarth Walden. [...]. Era um grande organizador. Recordo-me dos concertos que ele organizou em sua primeira fundação, a Sociedade Beethoven, no salão nobre da escola de meninas, na Ifflandstraße. Sempre havia vida e movimento ao seu redor. Logo, ele, que circulava em muitas rodas, também nas literárias, conheceu a linda e jovem esposa do médico Lasker. Ela vivia um casamento infeliz. Walden a libertou e se casou com ela, e o pequeno filho, Paulchen, foi junto. [...] Com sua intuição, Walden reconheceu o grande talento da jovem mulher, mas seu temperamento, me parece, sem a mesma segurança. Eu presenciei fortes cenas entre os dois. Ela era apaixonada e indomável. Demorou bastante até que eles se separassem... 1 1 Traduções feitas pela autora para este artigo.