Processos de constituição e reprodução do campesinato no Brasil Formas dirigidas de constituição do campesinato Delma Pessanha Neves (Org.) vol. II Coleção História Social do Campesinato no Brasil UNESP NEAD u Neves (Org.) Processos de constituição e reprodu Brasil – vol. II – ução do c campesinato no Em complementaridade às reflexões quanto aos processos de constituição e reprodução do campesinato no Brasil, apresentadas no volume I e incidentes sobre formas tuteladas, neste volume II analisamos formas dirigidas de constituição de segmentos camponeses, isto é, correspondentes a processos de criação de condições para a ocupação populacional do terri- tório brasileiro, para a expansão de fronteiras produtivas e para objetivações da presença institucional do Estado. Reafirmamos, assim, a diversidade de situações sociais e históricas em que se expressa a organização produtiva de famílias sob o reconhecimento de formas camponesas, analisando casos de imigração de europeus e de concorrência e reconhecimento social de trabalhadores nacionais, abarcando, para este último caso, não só as colônias consti- tuídas no bojo da Marcha para o Oeste, como também o conseqüente padrão de formação do patrimônio residencial e produtivo pela posse de lotes em terras devolutas ou, conforme representação dos posseiros, “sem dono”. Convidados pelos dirigentes da Via Campesina, diversos pesquisadores de várias partes do país e do exterior, com distintos conhecimentos e formações disciplinares, assumiram o projeto de refletir coletiva - mente e agregar reflexões já formuladas, algumas consideradas clássicas, de modo a, pela Coleção Histó - ria Social do Campesinato no Brasil, caracterizar as especificidades de constituição e reprodução do campesinato na sociedade brasileira. Mediante essa reflexão coletiva, os autores desejam demonstrar as contradições básicas enfrentadas pelos segmentos de produtores que, controlando meios de produção e operando com o trabalho familiar, reproduzem-se sob a hegemonia do sistema capitalista, hoje vangloriado por sua face mais globalizante e concentradora, portan - to expropriadora do trabalho autônomo e dilapiladora de boa parte da biodiversidade, fatores, todavia, funda - mentais para a reprodução do campesinato A coleção está composta por 5 tomos, cada um A coleção está composta por 5 tomos cada um dividido em dois volumes : Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história Márcia Motta e Paulo Zarth (Orgs.) Processos de constituição e reprodução do campe - sinato no Brasil Delma Pessanha Neves e Maria Aparecida de Moraes e Silva (Orgs.) Diversidade do campesinato: expressões e categorias Emilia Pietrafesa de Godoi; Marilda Aparecida de Menezes e Rosa Acevedo Marin (Orgs.) Lutas camponesas contemporâneas: condições, dilemas e conquistas Bernardo Mançano Fernandes, Leonilde Medeiros e Maria Ignez Paulilo (Orgs.) Textos clássicos ou Clássicos sobre o campesinato Clifford Andrew Welch; Edgard Malagodi, Josefa Salete Barbosa Cavalcanti e Maria de Nazareth Baudel Wanderley (Orgs.). A Via Campesina é um movimento internacional d i d que coordena organizações camponesas de peque - nos e médios agricultores, trabalhadores agrícolas, mulheres rurais e comunidades indígenas e negras da Ásia, África, América e Europa. Uma das principais políticas da Via Campesina é a defesa da soberania alimentar como direito dos povos decidirem suas próprias políticas agrícolas. E vem se tornando protagonista dos interesses históri - cos do campesinato em todo o mundo. A Via Campesina é a propositora desta Coleção. A Vi C i é i d Cl ã Convidamos o leitor a participar desse processo de autonomia e emancipação que o campesinato tem promovido neste momento importante e rico de nossa história.