Um cruzamento como lugar de turismo: o encontro das Avenidas Ipiranga e São João no bairro República, em São Paulo, placemaking e o lugar da cultura. Lucas Berdague Corrêa Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Viçosa UFV. Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa UFV. E-mail: lucas.berdague@ufv.br Luciana Bosco e Silva Arquiteta e Urbanista pela Universidade Santa Úrsula - USU Doutora em Arte pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais - EBA-UFMG. Professora Adjunta IV no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa - UFV. E-mail: luciana.bosco@ufv.br Eixo: A construção da cidade sul-americana contemporânea: história e historiografias Introdução A experiência de lugar alcança camadas externas e internas dos indivíduos e da coletividade. Os sentidos, tanto os físicos quanto do campo das ideias, permitem que o ser humano desenvolva ou não afinidade com o meio em que se encontra, estabelecendo relações de permanência, memória ou até mesmo de desejo/aversão às realidades que lhe são apresentadas. O que se interpreta como lugar pode ser construído a partir de conjecturas prévias, com objetivos desenvolvidos externamente por outras pessoas que são entendidas como projetistas. A cultura onde está imerso tal espaço influencia na produção de usos, costumes e da experiência de lugar, na construção de uma atmosfera de afetividade que aproxima o sujeito do espaço e faz com que ele se torne distinto dos demais. A prática do placemaking com finalidades turísticas, com a reprodução de condições que favoreçam percepções induzidas, acaba por apropriar-se de narrativas advindas de produções artísticas (locais https://proceedings.science/p/110316?lang=pt-br