4° SIMPÓSIO DE PESQUISA DO PPGAU-UFRN – DOUTORADO, MESTRADO ACADÊMICO e MESTRADO PROFISSIONAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 1 O Arquiteto e a simulação computacional de incêndio: uma interação possível? Leonardo Cunha 1 ; Edna Moura Pinto 2 . Contato: leonardo_cunha83@yahoo.com.br Tecnologia e Conforto no Ambiente Construído INTRODUÇÃO O tema tratado neste artigo originou-se incidentalmente da pesquisa que abordou o uso da simulação computacional de incêndio como ferramenta no processo projetual em arquitetura. Nota-se uma crescente disseminação dos softwares de simulação, principalmente entre os arquitetos que intencionam a aprovação de seus projetos perante os órgãos de classificação de desempenho. Os softwares desenvolvidos para utilizar a ‘linguagem’ do profissional que ira utilizá-lo tendem a ser destacar no ato da escolha do programa computacional a ser utilizado. Ou seja, a preferência é pelos softwares que permitam o arquiteto dedicar-se à análise dos resultados gerados, desocupando-o dos aspectos teóricos e dos complexos fenômenos físico-químicos envolvidos na simulação, bem como dos modelos matemáticos empregados na resolução do problema. Diante do exposto, defende-se que a simulação computacional de incêndio é uma ferramenta capaz subsidiar as soluções arquitetônicas voltadas para a promoção da Segurança Contra Incêndio nas Edificações - SCIE. Contudo, aspectos de ordem teórica e operacional podem desestimular, ou até mesmo inviabilizar, a integração dessas ferramentas à rotina do arquiteto. Nesse sentido, o artigo aborda as dificuldades de integração da simulação de incêndio à prática projetual do arquiteto, encontradas durante o desenvolvimento da pesquisa que tratou do estudo de uma forma alternativa de compartimentação. O software adotado nas simulações foi o Fire Dynamics Simulator [FDS] V. 6.1.2 e seu respectivo visualizador de resultados, o Smokeview [SMV], ambos desenvolvidos e disponibilizados gratuitamente pelo National Institute of Standards and Technology [NIST]. Optou-se pelo FDS- SMV em função da recorrência de indicações positivas encontradas na bibliografia pesquisada, que destacam sua vocação específica de modelagem de incêndios em contraponto aos softwares generalistas de dinâmica computacional de fluidos. Os resultados demonstraram que a desejável aproximação entre simulação de incêndio e arquitetura ainda depende de melhoramentos nos aspectos de ordem prática. OBJETIVOS Expor as potencialidades do uso da simulação computacional no desenvolvimento do projeto arquitetônico, porém apontando pontos que precisam ser trabalhados pelos programadores para tornar palatável a interação entre simulação de incêndio e processo projetual. MÉTODO A pesquisa da qual se origina o presente artigo foi conduzida seguindo o método denominado hipotético- dedutivo, proposto pelo filósofo Austríaco Karl Popper, que consiste em “buscar a verdade eliminando tudo o que é falso” (PORANTIM, 2013, p. 1). O método hipotético-dedutivo, conforme descrito por Lucena (2011), mostrou-se particularmente adequado para a pesquisa realizada, pois contempla a etapa de testes como principal forma de validação de uma hipótese inicialmente proposta. DESENVOLVIMENTO O projeto arquitetônico pode ser compreendido como o resultado de sucessivas decisões tomadas ao longo do seu processo de desenvolvimento, com o objetivo de atender a um determinado programa de necessidades. Quanto mais cedo o projetista assimilar os problemas apresentados, maiores são as chances de adotar