INTERNATIONAL JOURNAL ON WORKING CONDITIONS ISSN 2182-9535 Publicação editada pela RICOT (Rede de Investigação sobre Condições de Trabalho) Instituto de Sociologia da Universidade do Porto Publication edited by RICOT (Working Conditions Research Network) Institute of Sociology, University of Porto http://ricot.com.pt Publicação editada pela RICOT (Rede de Investigação sobre Condições de Trabalho) Instituto de Sociologia da Universidade do Porto Publication edited by RICOT (Research Network on Working Conditions) Institute of Sociology, University of Porto http://ricot.com.pt Virtual work in Portugal: a literature review Nuno Boavida, António Brandão Moniz 1 Universidade Nova de Lisboa CICS.NOVA, Lisboa, Portugal, ORCID: ??? , E-mail: nuno.boavida@fcsh.unl.pt; 2 Universidade Nova de Lisboa Faculdade de Ciências e Tecnologia, CICS.NOVA, Lisboa, Portugal, ORCID: ??? , E-mail: abm@fct.unl.pt Trabalho virtual em Portugal: uma revisão da literatura Resumo: Apesar de ter sido um dos primeiros países da Europa a introduzir disposições no direito do trabalho para promover o trabalho virtual e ter feito fortes investimentos em infraestrutura de TIC, a adoção do trabalho virtual em Portugal fica significativamente atrás da maioria dos países europeus. Este artigo examina a literatura, documentos oficiais e bancos de dados para entender esse atraso. Constatamos que, apesar da dificuldade de medir o trabalho virtual, é possível afirmar que existiam 1,8% dos trabalhadores em 2005 envolvidos em teletrabalho. Em 2010, menos de 3% estavam envolvidos neste tipo de trabalho, enquanto em 2015 subiu para 8,2%. O artigo identifica dois fatores principais que dificultam o crescimento do trabalho virtual: a estrutura legal e os aspetos organizacionais do trabalho. Palavras-chave: Trabalho virtual, Teletrabalho, Digitalização, Diálogo social. Abstract: Despite having been one of the first countries in Europe to introduce provisions in the labour law to promote virtual work and having made strong investments in ICT infrastructure, the adoption of virtual work in Portugal lags significantly behind most European countries. This paper examines the literature, official documents and databases to understand this lag. We found that, notwithstanding the difficulty to measure virtual work, it is possible to say that there were 1.8% of workers in 2005 involved in virtual work. In 2010, less than 3% were involved in virtual work, and in 2015 it grew to 8.2%. The paper identifies two main factors hindering the growth of virtual work: the legal framework and the organisational aspects of work. Keywords: Virtual work, Telework, Digitalisation, Social dialogue.