DESIGN.COM: práticas simpoiéticas no design contemporâneo Barbara Szaniecki 1 , Talita Tibola 2 , Pedro Biz 3 e Diego Costa 4 1 ESDI/UERJ, PPDESDI, szanieckibarbara@gmail.com 2 ESDI/UERJ, PPDESDI, talita.tt@gmail.com 3 ESDI/UERJ, PPDESDI, pedrotrg@gmail.com 4 ESDI/UERJ, PPDESDI, dscosta.c@gmail.com Resumo. Neste artigo procuramos aproximar o conceito de sustentabilidade tal como é percebido no campo do design de uma série de noções propostas por antropólogos e filósofos tais como Bruno Latour, Tim Ingold e Donna Haraway. A sustentabilidade pode ser alcançada pela criação de redes, malhas e string figures. A partir dessas formulações teóricas, procuramos apreender práticas que possam orientar o design para a sustentabilidade. São elas as drawing things together de Latour, o making de Ingold e, sobretudo, as práticas simpoiéticas propostas por Haraway. Por fim, apresentamos alguns experimentos articulando design de serviço e design gráfico realizados na Esdi/UERJ. Nosso intuito foi o de testar ferramentas assim como aproximar a noção de sustentabilidade de uma percepção antropológica de estar no mundo com outros. Palavras-chave. Práticas simpoiéticas. Making. Drawing things together. Design para sustentabilidade. Design de serviço. Design de comunicação. O tema da sustentabilidade não é novo mas o problema não cessa de se agravar. Já em 1968 o Clube de Roma incitou uma reflexão urgente sobre um desenvolvimento atento ao meio ambiente sem perder a ênfase econômica e que passou a ser conhecido como “desenvolvimento sustentável”. Nesta mesma década, Félix Guattari (GUATTARI, 1989) sustentava que as ecologias são, no mínimo três – a ambiental, a social e a psicológica, sem predomínio de uma dimensão sobre a outra, incitando uma complexidade para além das abordagens dicotômicas características do pensamento moderno. O tema da sustentabilidade também não é novo no campo do design mas não cessa de se ampliar: também nos anos 70, Victor Papanek (PAPANEK, 1971) nos alertava para a ação do designer nos processos industriais e para as consequências nefastas da produção de massa tanto em termos sociais quanto ambientais. Papanek acusava duramente os designers de incitar um consumo desnecessário que gerava, por sua vez, uma degradação ambiental desenfreada. Mas não deixou de pensar em como o design poderia se transformar.