I Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia da Madeira (CBCM) III Simpósio de Ciência e Tecnologia do Estado do RJ (SIMADERJ) ANÁLISE DA VARIAÇÃO LONGITUDINAL DA DENSIDADE BÁSICA EM TRÊS CLONES DE EUCALYPTUS Fernando Wallase Carvalho Andrade¹, Victor Hugo Pereira Moutinho² ¹Universidade Federal de Lavras, ²Universidade Federal do Oeste do Pará fwcandrade@gmail.com 1. INTRODUÇÃO Com o avanço das técnicas de adubação, manejo e melhoramento, visando aumento de produtividade, empresas que, na década de 70, produziam 20m³/ha/ano, hoje chegam ao patamar de 70m³/ha/ano. Em 2011 registrou-se, no Brasil, uma área plantada de 4,87 milhões de hectares de florestas de Eucalipto, consolidando- o como o detentor da maior área de floresta plantada do gênero no planeta e líder no seu desenvolvimento genético (ABRAF, 2012). Todavia, apesar da alta produtividade volumétrica, o conhecimento sobre as características da madeira destas novas progênies de Eucalyptus melhoradas geneticamente ainda são incipientes, frente à importância do gênero na economia nacional. Neste sentido, a caracterização da densidade básica ou massa especifica da madeira, que é a relação da quantidade de matéria lenhosa por unidade de volume, é de grande importância devido esta afetar outras propriedades da madeira. Segundo Panshin e De Zeeuw (1980), a madeira apresenta diferentes padrões de variação da densidade básica no sentido longitudinal, sendo: I) decréscimo uniforme no sentido base-topo; II) inferior na base, seguido de acréscimo regular até o topo; III) aumento da base para o topo, embora desuniforme. Visto isto, é possível observar a heterogeneidade dos valores de densidade ao longo do fuste, o que influenciará em aspectos tecnológicos da madeira, como a variação dimensional, a resistência mecânica e a produção e a qualidade do carvão vegetal (STURION et al, 1987). Ainda, segundo Mendes et al. (1999), é importante se determinar a melhor posição no tronco em que a densidade corresponda à densidade média da árvore. Dessa forma, o objetivo com este trabalho foi analisar a densidade básica no sentido longitudinal (base-topo) do fuste comercial para 3 clones de Eucalyptus L’Hér. 2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Os clones foram coletados em plantios comerciais de 6 anos de idade, proveniente de plantios comerciais desenvolvidos em Programa de Melhoramento Genético, no município de Capelinha – MG. Os clones estudados foram: Eucalyptus urophylla; (Eucalyptus camaldulensis x Eucalyptus grandis) x Eucalyptus urophylla; e Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis. Para cada clone estudado, foram abatidas três árvores. Após o corte foram seccionados discos do lenho nas alturas relativas a 0%, 25%, 50%, 75% e 100% da altura comercial, considerada até o diâmetro limite de 6 cm, com casca; além de um disco extra retirado a 1,30 m da altura do solo (DAP). Os discos foram então desdobrados para confecção de corpos de prova, conforme a NBR 7190/97 (ABNT, 1997). Foram determinadas as suas respectivas massa e volume. Ressalta-se que, após a obtenção dos dados inerentes às propriedades estudadas, os mesmos foram ponderados considerando a posição na área do disco e altura do mesmo, visando propiciar uma maior exatidão dos valores médios. A densidade básica média de cada espécie foi calculada pelo emprego das médias ao longo da altura comercial. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A densidade básica da madeira dos clones de Eucalyptus urophylla, (E. camaldulensis x E. grandis) x E. urophylla e E. urophylla x E. grandis foi de 0,524 g.cm - ³; 0,529 g.cm - ³ e 0,435 g.cm - ³, respectivamente. Segundo a classificação de Melo et al. (1990) os dois primeiros clones podem ser considerados como de média ISSN 2318-2679 537