DIAGNÓSTICO DO USO DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS DE PRODUTOS E PROCESSOS EM CANTEIROS DE OBRAS PÚBLICAS DO PARANÁ Bruno Fernandes de Oliveira (1); Maria do Carmo D. Freitas (2) (1) Bolsista CAPES no Programa de Pós-graduação em Construção Civil – Universidade Federal do Paraná, Brasil – e-mail: bruno.oliveira@ufpr.br (2) Departamento de Ciência e Gestão da Informação, D. Eng. Profa. Programa de Pós-graduação em Construção Civil – Universidade Federal do Paraná, Brasil – e-mail: mcf@ufpr.br RESUMO Em um ambiente competitivo e dinâmico, as empresas construtoras precisam inovar e mudar caso queiram sobreviver. A inserção de inovações na construção civil requer conhecimento dos benefícios que advêm da redução dos desperdícios, da redução dos retrabalhos, da redução dos custos, da necessidade de qualificação e dignificação da mão-de-obra. No Setor Público, onde existe uma forte resistência às mudanças, frente às incertezas inerentes ao processo, não é diferente. O artigo apresenta um diagnóstico da implantação e uso de inovações tecnológicas e organizacionais por construtoras que realizam obras públicas no Estado do Paraná. A primeira etapa constou de adequação de itens inerentes a obras públicas no check-list de inovações tecnológicas, em seguida este foi aplicado em 61 canteiros de obras públicas do Estado do Paraná. Nesse check-list foram contemplados itens considerados inovadores e que trazem benefícios ao processo de produção e gestão de obras públicas. São apresentados os dados obtidos e uma análise da situação. Os dados mostram que as construtoras de obras públicas desconhecem os benefícios que a inovação traz à empresa, aos trabalhadores do setor e ao cliente/usuário. Palavras-chave: obra pública, inovação, competitividade. 1. INTRODUÇÃO Inserida em um mercado altamente competitivo, a Indústria da Construção Civil tem voltado sua atenção para repensar suas formas de produção. Neste contexto mercadológico, os empresários do setor que visam os lucros de sua empresa, seja ela construtora ou fornecedora de insumos, têm que pensar em redução dos custos. E para que haja uma redução dos custos, é preciso reduzir os desperdícios, os retrabalhos, tudo aquilo que não gera valor agregado ao produto final (edificação). Este cenário competitivo estimula as empresas do setor da construção civil a investir na modernização de suas formas de produção, buscar maior produtividade, redução de retrabalhos, aumento da qualidade da edificação e racionalização de seus processos. E para isso, elas têm que inovar. No setor público, a situação não é diferente para as construtoras prestadoras de serviços na construção e reforma dos prédios de uso público. Observa-se que os usuários das obras públicas, a população no caso, exigem transparência nos processos de empreendimentos de infra-estrutura e fiscalizam cada vez mais. Transparência esta não apenas nos processos de contratos e licitações, mas também nos aspectos ambientais. Os problemas passam pelo pagamento de obras inexistentes, superfaturamento, qualidade incompatível com valores pago e empreendimento desejado, repletos de desperdícios e retrabalhos.