Diretrizes e algoritmo para o manejo da insônia Marcelo T. Berlim, Maria Inês Lobato e Gisele Gus Manfro (Psicofármacos: Consulta Rápida; Porto Alegre, Artmed, 2005, p.385) Definição De acordo com o DSM-IV 1 , a característica essencial da insônia é a dificuldade para iniciar ou para manter o sono ou o relato, por parte do paciente, de um sono não reparador. Para serem considerados clinicamente significativos, esses sintomas devem ocorrer pelo menos três vezes por semana por um período mínimo de um mês e estarem associados com sofrimento importante e/ou com prejuízo no funcionamento social e ocupacional do indivíduo. Com freqüência, os pacientes insones referem uma combinação entre dificuldade para conciliar o sono e despertares noturnos intermitentes, 2 podendo, mais raramente, queixarem-se apenas de um sono não reparador (i.e., de um sono inquieto, leve ou de má qualidade). 3,4 Epidemiologia e impacto psicossocial Vários estudos epidemiológicos mostraram que mais de 60% da população em geral apresenta sintomas de insônia e que 9% a 21% dos indivíduos investigados referem um transtorno de insônia com conseqüências graves no dia-a-dia. 5 A prevalência das queixas de insônia aumenta com a idade e é maior entre mulheres, divorciados, viúvos e indivíduos com baixo nível