Fernão ǀ ISSN 2674-6719 Vitória, ano 2, n. 4, jul./dez. 2020 Página7 Descobrindo-nos (exotopicamente) na leitura de Safira, de Sérgio Blank e Mara Perpétua __________ Discovering Ourselves (Exotopically) Reading Safira, by Sérgio Blank and Mara Perpétua Maria Amélia Dalvi * Talvez seja isso a que ele [Reinaldo Santos Neves] se refira quando fala de “sergioblankismo do verso”, algo que teria o “selo de suas ideias em ziguezague”. Sérgio Blank e seu “sangue azul esferográfico / blonde avec blank (a loura da Gilette)” (trecho do poema “Os meus inquilinos”, de Pus – e que também me remete a Safira, livro infantil que ele publicou em 1991), pronto para fazer o mundo terminar num ponto de interrogação, como afirma Reinaldo, numa inversão lógica proposta por T. S. Elliot, em seu poema “Os homens ocos”. E, nesse caso, sem sussurros ou explosões, quem se arriscaria a responder tal enigma, sob o doce risco de manchar os dedos intensamente, nesse azul todo? Erly Vieira Junior * Doutora em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).