CORPOREIDADES, SAÚDE E EDUCAÇÃO 242 C A PÍTULO 17 MO BILIDA DE E DEFIC IÊNC IA : C O NSIDERA Ç Õ ES SO BRE O ESPA Ç O URBA NO Frederico Bernis 1 Lucas Lafetá L. Pereira 2 Luciana Drumond 3 Resumo: Este artigo aborda as restrições de mobilidade causadas pela falta de acessibilidade do espaço urbano e seus impactos na vida das pessoas portadoras de deficiência. Propõe-se tomar a deficiência para além da “le- são corporal” e revelar a estruturação social excludente que hierarquiza corpos. Nesse sentido, a investigação conduzida apresenta a infraestrutura urbana como fator redutor de mobilidade, útil para a categorização da pessoa deficiente, bem como pensa a possibilidade subversiva da ação po- lítica em assembleia visando uma vivência mais inclusiva. A partir da aná- lise de pontos do Estatuto da Pessoa com Deficiência, confrontados por relatos de experiências de uma mulher cadeirante e uma revisão biblio- gráfica sobre o tema, a pesquisa busca compreender o quanto as práticas urbanas dos cadeirantes são limitadas se comparadas àquelas das pessoas não-cadeirantes, os efeitos dessa limitação socialmente imposta e as pos- sibilidades políticas de ação que busquem tornar a cidade mais acessível. Palavras-chave: Deficiência física; segregação urbana; acessibilidade; mo- bilidade. 1 Doutorando em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia/ UFMG. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU) da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (EA- UFMG)E-mail: fredericobernis@gmail.com 2 Mestrando em Sociologia pela UFMG Graduado em Direito - Faculdades Milton Campos Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais E-mail: lucaslafeta86@gmail.com 3 Doutoranda em Sociologia pela UFMGMestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia/UFMG. E-mail: lucianadrumondalmeida@gmail.com