REVISTA LATINO-AMERICANA DE TURISMOLOGIA / RELAT (e-ISSN 2448-198X) SEÇÃO / SECTION / SECCIÓN ENSAIO TÉORICO / THEORETICAL ESSAY / ENSAYO TEÓRICO Licenciada por Creative Commons Atribuição Não Comercial / Sem Derivações/ 4.0 / Internacional * Texto traduzido do original, com a permissão do autor, por Saulo Luquini Schetini e Thiago Duarte Pimentel. Revisão técnica: Fabíola Cristina Costa de Cavalho e Thiago Duarte Pimentel. ** Ph D. in Sociology, University of Palermo, Buenos Aires, - Argentina, Department of Economics, University of Palermo, Argentina. Leading global cultural theorist specializing in terrorism, mobilities and tourism. Dr Korstanje serves as Senior Researcher at the University of Palermo, Buenos Aires, Argentina and Editor in Chief of the International Journal of Safety and Security in Tourism and Hospitality. In 2015 he was Visiting Professor at the Centre for Ethnicity and Racism Studies (CERS) at the University of Leeds, United Kingdom; TIDES at the University of Las Palmas de Gran Canaria, Spain in 2017, and the University of La Habana, Cuba in 2018. In 2016, he was included as Scientific Editor for Studies and Perspective in Tourism (CIET) and as an Honorary Member of the Scientific Council of Research and Investigation hosted by UDET (University of Tourist Specialities, Quito Ecuador). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5149-1669 . [ mkorst@palermo.edu ] Rev. Latino-Am. Turismologia / RELAT , Juiz de Fora (Brasil), e-ISSN 2448-198X, v.6, n. único, pp.1 – 9, Jan./ Dez., 2020 1 COOPERATIVISMO E TURISMO: A POBREZA COMO EIXO DISCURSIVO DA AGENDA NEOLIBERAL* Maximiliano Korstanje** Resumo: A teoria do desenvolvimento sem dúvida abriu uma brecha entre os intelectuais, o que se baseia em seus efeitos. Parte da biblioteca ou literatura especializada chama atenção para a dependência de estados pobres em relação às agências internacionais de financiamento tais como o FMI ou o Banco Mundial, enquanto outros destacam os benefícios de desenvolvimento que, associado ao turismo, tirou certas economias emergentes da estagnação econômica. Este artigo explora teoricamente parte das limitações e vantagens da teoria do desenvolvimento aplicada ao turismo e a hospitalidade; e o faz através de uma de suas formas mais concretas, o cooperativismo. Ele resgata o papel da ética como princípio que vai além da lógica instrumental do mercado, fortalecendo a resiliência comunitária a longo prazo. Paradoxalmente, como enfatizaram Comaroff e Comaroff, o cooperativismo ameaça (sob certas circunstâncias) a governabilidade dos Estados-nação, criando o clima para conflitos sociais e políticos. Nos últimos anos, alguns especialistas têm chamado a atenção para as limitações da comoditização da pobreza, eixo central para o cooperativismo. Palavras-chave: Pobreza; Desenvolvimento; Dependência; Cooperativismo; Turismo Sustentável. COOPERATIVISM AND TOURISM: POVERTY AS A DISCURSIVE AXIS OF THE NEOLIBERAL AGENDA Abstract: The theory of development, doubtless, has opened a great gap amongst thinkers and scholars, which judges actions by their effects. While some scholars call the attention on the financial dependency of peripheral states respecting IMF or World Bank, others emphasize on the economic benefits of development. This essay-review explores conceptually the limitations and strengths of the theory of development, which was historically applied to tourism and hospitality. In so doing, we adopt the paradigm of cooperativism as a tug of war. This theory reminds the importance of ethics over the instrumental logic of the market enhancing the resiliency of the community in the long-run. Paradoxically, as Comaroff and Comaroff put it, the cooperativism – under some conditions – threatens the governability as well as the functionality of nation-states paving the ways for the rise of conflict and rivalry. Over the recent year, some specialists have alerted on the problems of commoditization of poverty as well as the ethical dilemmas behind the cooperativism. Key words : Poverty; Development; Dependency; Cooperativism; Sustainable Tourism. COOPERATIVISMO Y TURISMO: LA POBREZA COMO EJE DISCURSIVO DEL PROGRAMA NEOLIBERAL Resumen: La teoría del desarrollo, sin lugar a dudas, ha abierto una grieta entre los intelectuales, la cual se basa en sus efectos. Una parte de la biblioteca o la literatura especializada llama la atención sobre la dependencia de los estados pobres respecto a los organismos de financiación internacional como ser el FMI o Banco mundial, mientras otros destacan las bondades del desarrollo el cual asociado al turismo han sacado a ciertas economías emergentes del estancamiento económico. El presente trabajo explora teóricamente parte de las limitaciones y ventajas de la teoría del desarrollo aplicado al turismo y la hospitalidad; y lo hace por medio de una de sus formas más concretas el cooperativismo. El mismo rescata el rol de la ética como principio que supera la lógica instrumental del mercado fortaleciendo la resiliencia de la comunidad a largo plazo. Paradójicamente, como han enfatizado Comaroff y Comaroff, el cooperativismo amenaza (bajo ciertas circunstancias) la gobernabilidad de los estados nacionales creando el clima para el conflicto social y político. En los últimos años algunos especialistas han llamado la atención en las limitaciones de la comoditizacion de la pobreza, eje central del cooperativismo. Palabras clave: Pobreza; Desarrollo; Dependenica; Cooperativismo; Turismo Sustentable.