ESPAÇOS EDUCATIVOS, LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA E FORMAÇÃO DOCENTE Juliane Corrêa Juliane@fae.ufmg.br FAE/UFMG/BRASIL Linha temática: tecnologia educativa Palavras chave: espaço educativo, formação docente, educação e tecnologia, experiência educativa Resumo Este texto aponta a intrínseca relação entre os projetos: de ensino na graduação de pedagogia associado ao acompanhamento da inserção das alunas nas escolas; de pesquisa associado à investigação quanto ao uso dos espaços educativos, dos laboratórios de informática e de extensão relativo à formação de professores, tanto das séries iniciais, quanto do ensino superior. O campo teórico-metodológico que permitiu esta investigação foi constituído dialogando com os seguintes autores: Bogdan e Burges no que se refere ao aspecto metodológico; Domenech e Viñao no que se refere ao uso dos espaços; Sancho, Bijker, Hugher e Pinch no que se refere ao uso das tecnologias; Maturana, Bohm, Domingo e Ferré no que se refere a experiência e presença no espaço. Evidencia como a identificação do uso dos espaços educativos, das paisagens e redes que compõem o cotidiano de nossas escolas fornecem elementos significativos para a proposição de novos percursos de formação de professores, contribuindo para o avanço de políticas e práticas de ensino. Considera que o uso de um determinado espaço educativo, no caso os laboratórios de informática, refletem o uso dos demais espaços da escola e que sua compreensão depende de informações referentes ao contexto, à estrutura e funcionamento da escola. Introdução - que se passa nos espaços educativos? Ao longo de minha trajetória profissional, em diferentes contextos educativos, vivi experiências que me indagavam constantemente, de modo que, no projeto de ensino destinado ao acompanhamento da inserção das alunas do Curso de Pedagogia nas escolas públicas, ousei buscar algo mais. Queria tocar a escola para compreender o que se passava no seu cotidiano, na sua relação com os seus espaços educativos. Durante o semestre letivo coletávamos pistas no cotidiano das relações na escola, aproveitávamos todas as paisagens que se configuravam. Não era falar da escola, não era trazer questionários ou entrevistas, era tocar o espaço