ACTA NOVOS OLHARES: LINGUAGENS DE RESISTÊNCIA 168 2018 CINDERELA CHINESA: A (RE)ESCRITA DA IDENTIDADE COMO CONTO DE FADAS Hellen Gandin 1 Gabrieli Krawczak 2 Rosângela Fachel de Medeiros 3 Moral         Que nunca nos fartamos de admirar. Mas aquele dom que chamamos doçura Tem um valor que não se pode estimar. Foi isso que Cinderela aprendeu com a madrinha, Que a educou e instruiu com um zelo tal, Que um dia, finalmente, dela fez uma rainha. (Pois também deste conto extraímos uma moral.) Cinderela Charles Perrault Conforme Ana Maria Machado, na apresentação da coletânea Contos de Fadas publicada pela editora Zahar, conhecer os contos de fadas ―é importante para nos conhecermos‖ (2010, p.10). Segundo Nelly Novaes Coelho (2008), os contos de fadas que necessariamente nem sempre precisam apresentam fadas, desenvolvem seus argumentos no âmbito de uma magia feérica, em contextos espaciais e temporais que estão fora da realidade conhecida e expressam uma problemática existência que é experimentada por meio de provas e obstáculos, que precisam ser vencidos. O herói e/ou a heroína dos contos de fadas está sempre buscando sua realização pessoal e, para isso, enfrenta diversos obstáculos. Nesse sentido, percebemos que essas narrativas apresentam personagens que incorporam os sentimentos, as angústias e os anseios mais profundos dos seres humanos. E, assim, mesmo que contando com a presença de seres 1 Acadêmica do curso de Letras Inglês na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das missões (URI), Câmpus de Frederico Westphalen. E-mail: hellengandin@gmail.com 2 Acadêmica do curso de Letras Inglês na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das missões (URI), Câmpus de Frederico Westphalen. E-mail: gabrielikrawczak@gmail.com 3 Doutora em Literatura Comparada (UFRGS) e Professora do Mestrado em Letras (URI/FW). E-mail: rosangelafachel@gmail.com.