Resultados Foram amostrados em 2 meses de coletas, um total de 271 indivíduos pertencentes a 32 espécies, distribuídos em 4 subfamílias de Nymphalidae: Satyrinae (13 espécies, n= 180); Biblidinae (11 espécies, n= 63); Charaxinae (7 espécies, n= 27); Nymphalinae (1 espécie, n= 1). As espécies mais abundantes foram Godartiana muscosa (Butler, 1870) com 81 indivívuos e Splendeuptychia doxes (Godart, 1823) com 49 indivíduos. Conclusão Apesar de ser um fragmento florestal mediano, esse apresenta uma riqueza de espécies comparável a áreas maiores, sendo um local importante para a vida das borboletas e outros organismos, sua preservação deve ser firmada. RIQUEZA DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS EM UM FRAGMENTO FLORESTAL, TAUBATÉ, SÃO PAULO Biólogo Augusto Henrique Batista Rosa, Universidade de Taubaté, augustohbrosa@hotmail.com Prof. Dr. Julio Cesar Voltolini, docente, Universidade de Taubaté, jcvoltol@uol.com.br Introdução As borboletas representam 13% da ordem lepidoptera, a segunda maior ordem de insetos. Esses insetos estão envolvidos em muitas interações ecológicas, sendo utilizadas como modelos em pesquisas de ecologia de populações e comportamento, genética, competição e predação (BOGGS et al., 2003). As borboletas são muito úteis no monitoramento ambiental por apresentarem alta diversificação, ciclos reprodutivos curtos, facilidade na amostragem em qualquer período do ano, taxonomia bem conhecida e por responderem rapidamente a alterações ambientais, sendo que sua ausência pode indicar perturbação no ambiente (BROWN 1991; FREITAS et al. 2004). O grupo caracteriza-se também, por conter muitas espécies dependentes de recursos específicos, dessa maneira estes organismos são muito importantes para monitoramento de pequenas áreas e habitats fragmentados e/ou isolados (FREITAS et al., 2004). Com relação aos remanescentes de vegetação, estudos inventariando borboletas, indicam a importância e efetividade desses habitats para manutenção da fauna regional (BROWN & FREITAS 2000). O Vale do Paraíba apresenta uma grande lacuna quando se diz respeito a estudos com borboletas, dificultando ainda mais a prospecção da ciência com esses animais. Sendo assim o propósito desse estudo foi verificar a riqueza de borboletas frugívoras em um fragmento florestal do Município de Taubaté, São Paulo. Material e métodos A amostragem das borboletas ocorram nos meses de agosto e setembo de 2013. A isca utilizada foi banana fermentada com caldo de cana. As armadilhas permaneceram em campo por 24 horas em cada mês do estudo. Pelo menos um indivíduo de cada espécie coletado, foi recolhido para identificação e deposito na coleção da instituição de parceria (UNICAMP), os demais foram marcados numericamente com canetas não tóxicas e soltos no mesmo local. Referências BOGGS, C. L.; WATT, W. B.; EHRLICH, P. R. Butteries: ecology and evolution taking flight. Chicago, The University of Chicago Press, 2003, 739p.; BROWN JR, K. S. Conservation of Neotropical environments: insects as indicators. p. 349– 404. In: COLLINS, N. M. & THOMAS, A. (Eds.). The conservation of insects and their habitats. Academic Press, London, 1991, 450 p.; FREITAS, A. V. L.; FRANCINI, R. B.; BROWN Jr, K. S. Insetos como indicadores ambientais. In: CULLEN JR, L.; RUDRAN, R.; VALLADARES-PADUA, C. (Eds.). Métodos de Estudos em Biologia da Conservação & Manejo da Vida Silvestre. Ed. UFPR, Curitiba, 2004, p.125-151. ; BROWN JR, K. S.; FREITAS, A. V. L. Atlantic Forest Butterflies: Indicators for Landscape Conservation. Biotropica, v. 32, n. 4b, p. 934-956, 2000. Táxon SF Total Archaeoprepona demophon (Linnaeus, 1758) C 2 Archaeoprepona demophoon (Hübner, 1819) C 1 Fountainea ryphea (Cramer, 1775) C 16 Hypna clytemnestra (Cramer, 1777) C 1 Memphis appias (Hübner, [1825]) C 3 Memphis moruus (Fabricius, 1775) C 3 Prepona sp. C 1 Callicore hydaspes (Drury, 1782) B 4 Catonephele numilia (Hewitson, 1852) B 2 Epiphile orea (Hübner, [1823]) B 1 Eunica tatila (Herrich-Schäffer, [1855]) B 2 Eunica sydonia (Godart, [1824]) B 2 Hamadryas amphinome (Linnaeus, 1767) B 1 Hamadryas epinome (Felder & Felder, 1867) B 13 Hamadryas februa (Hübner, [1823]) B 14 Hamadryas feronia (Linnaeus, 1758) B 6 Myscelia orsis (Drury, 1782) B 17 Temenis laothoe (Cramer, 1777) B 1 Colobura dirce (Linnaeus, 1758) N 1 Eryphanis reevesii (Doubleday, [1849]) S 2 Godartiana muscosa (Butler, 1870) S 81 Opsiphanes invirae (Hüner, [1808]) S 1 Pareuptychia ocirrhoe (Fabricius, 1776) S 5 Paryphthimoides phronius (Godart, [1824]) S 15 Paryphthimoides poltys (Prittwitz, 1865) S 4 Pseudodebis sp. S 2 Splendeuptychia doxes (Godart, 1823) S 49 Taygetis acuta Weymer, 1910 S 8 Taygetis laches Fabricius, 1793 S 6 Taygetis tripunctata Weymer, 1907 S 1 Taygetis virgilia (Cramer, 1776) S 1 Yphthimoides castrensis (Schaus, 1902) S 5 Total 271 Tabela. Lista de espécies e abundância de borboletas frugívoras do fragmento florestal da estrada do Ipiranga, Taubaté, São Paulo. SF= subfamília, sendo elas: S= Satyrinae, B= Biblidinae, C= Charaxinae, N= Nymphalinae. Fragmento florestal Estrada do Ipiranga (23º02’S 45º29’O), Taubaté, São Paulo. Fonte: Google Earth versão 7.1.1. Armadilha Van Someren–Rydon (VSR) modificada, em sub-bosque. Memphis appias (Hübner, [1825]), marcada numericamente. Splendeuptychia doxes Ventral 4,5 cm Dorsal 6,0 cm Ventral 4,5 cm Dorsal 6,0 cm Dorsal 9,0 cm Dorsal 7,0 cm Dorsal 5,5 cm Ventral 7,5 cm Ventral 8,5 cm Dorsal 5,0 cm Catonephele numilia Godartiana muscosa Prepona sp. Hamadryas amphinome Memphis moruus Opsiphanes invirae Taygetis acuta Myscelia orsis Esquema de fixação das armadilhas VSR Sub-dossel Sub-bosque Armadilha Van Someren–Rydon (VSR) modificada, em sub-dossel. Hamadryas februa (Hübner, [1823]), após manuseio. Fountainea ryphea 50m 50m Borda Interior 50m 50m Esquema de transecto utilizado no estudo x x x x x x x x x x x x x x x x x x View publication stats View publication stats