Maria SOUSA GALITO 1 Diplomacia Económica Vantagens e Desvantagens Prof. Doutora Maria Sousa Galito Outubro 2012 Resumo/Abstract O artigo de investigação fornece um quadro de referência e explica a diplomacia económica moderna no âmbito das redes externas do Estado e das novas tecnologias, sem esquecer que o actual contexto é de crise internacional. Centra depois a análise nas actividades exercidas por agentes estaduais, tanto numa dinâmica macro entre Estados ou no seio das organizações internacionais; como micro, exercida junto das empresas, ao apoiar o seu processo de internacionalização, ao tentar impulsionar as exportações, ao procurar captar mais investimento directo estrangeiro (IDE), ao atrair mais turismo. Introdução A diplomacia económica popularizou-se no léxico político e mediático na última década em Portugal. Mas é importante referir que é um conceito abrangente, pelo que deve ser balizado, para mais fácil compreensão do seu paradigma de acção. Autores como Saner e Yiu (2003) 1 subdividem a sua definição a diferentes níveis: consoante seja praticada por agentes estaduais ou não estaduais. Por um lado, é desenvolvida por actores públicos, temos a diplomacia económica propriamente dita (desenvolvida pelo Estado nas suas relações com outros Estados ou no seio de Organizações Internacionais) e a diplomacia comercial (para as negociações Estado/Empresas). Por outro lado, num mundo globalizado e interdependente, os agentes não estaduais também dinamizam a sua própria diplomacia económica. As multinacionais possuem diplomacia corporativa (que permite estabelecer as ligações internas à empresa, entre a sede e as suas filiais) e de negócios (ou business diplomacy, quando dialogam com o Estado, estabelecem parcerias locais, com os sindicatos dos trabalhadores, etc.). As organizações não-governamentais ou ONG articulam a sua diplomacia económica na esfera nacional ou transnacional, consoante se movimentam na sociedade civil local ou gerem as suas actividades em rede além fronteiras. Depois de uma necessária explicação do quadro de referência sobre a relevância estratégica do Estado (e seus agentes diplomáticos) e das empresas recorrerem a este ramo de actividade, este artigo estuda a diplomacia económica exercida por agentes estaduais, tanto numa dinâmica macro como micro, identificando as suas principais vantagens e instrumentos. Dá-se enfoque especial aos modelos modernos desenvolvidos em contexto de globalização e na vanguarda das novas tecnologias, às vantagens e instrumentos, aos obstáculos e às desvantagens da diplomacia económica. Palavras-chave: diplomacia económica, Estados, Municípios, Diplomatas, Crise, Tecnologias, Vantagens, Obstáculos/Desvantagens. 1 SANER, Raymond and YIU, Lichia (2003). “International Economic Diplomacy: Mutations in Post - Modern Times”. Netherlands Institute of International Relations Clingendael , Discussion Papers in Diplomacy, N.º 84, January, p. 11.