PT | L01 | EP13 | s2018 1 The situationist city, de Simon Sadler Cristina Pratas Cruzeiro Bolseira de Pós-Doutoramento FCT (IHA-FCSH, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal) Projeto 'Colaboração e Colisão: Intervenção pública e política da arte' (SFRH/BPD/116916/2016) Professora Auxiliar Convidada da FBAUL Para citação: CRUZEIRO, Cristina Pratas – The situationist city, de Simon Sadler. Estudo Prévio 12. Lisboa: CEACT/UAL - Centro de Estudos de Arquitetura, Cidade e Território da Universidade Autónoma de Lisboa, 2018. ISSN: 2182-4339 [Disponível em: www.estudoprevio.net]. DOI: https://doi.org/10.26619/2182-4339/13.1 Recensão recebida a 15 de Abril de 2018 e aceite para publicação a 17 de Junho de 2018. Creative Commons, licença CC BY-4.0: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ O livro The situationist city, de Simon Sadler, publicado pela MIT Press em 1999, reflete sobre a Internacional Situacionista (IS) a partir do seu posicionamento sobre as experiências na cidade. Centrado nas suas teorias urbanísticas e arquitetónicas, o livro procura fazer uma integração da IS na história (p.3), nomeadamente no contexto artístico dos anos 50 do século XX. A proposta passa por fazer uma “autópsia” (p.3) da ação em contexto da Internacional Situacionista, que contribua para a libertar de um certo misticismo (p.3), identificado pelo autor em anteriores estudos. Para tal, propõe “extrair a teoria da arquitetura situacionista de um programa revolucionário que tentou confrontar a totalidade ideológica do mundo ocidental.” (p.3). Não obstante, este não é um estudo isento de uma visão dirigida sobre a IS. Embora Sadler declare pretender apresentar uma visão objetiva do coletivo, o recurso a uma adjetivação pejorativa ou a utilização constante do termo 'situacionismo' – pese embora os membros do coletivo o tivessem rejeitado – denuncia existir aqui uma visão que se diria tão apaixonada como a que o autor critica, embora neste caso utilizada no sentido inverso ao do encantamento pela Internacional Situacionista. Em boa medida, a relevância da obra em análise reside na abordagem contextualizada que faz à IS e na profundidade com que trata o facto dos membros da Internacional Situacionista terem criado um pensamento sobre a construção, a organização e a vivência na cidade – que incluiu propostas concretas como percursos, mapas ou estruturas urbanísticas e arquitetónicas – mesmo sem recorrerem a arquitetos e urbanistas. É que, como Simon Sadler reitera, embora em tom de crítica, é precisamente nesta questão que