Title— Using mobile devices to access the Remote
Experiments in Basic Education.
Abstract— Neste documento relatamos uma experiência de
uso das TICsem cenário educativo atual no âmbito da
Educação Básica a partir da utilização de dispositivos móveis.
Para isso apresentaremos projeto piloto desenvolvido pelo
Laboratório de Experimentação Remota (RExLab), da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e co-
executado pela Escola de Educação Básica Maria Garcia Pessi
em Santa Catarina, Brasil. O projeto conta com apoio do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq) e da empresa mineradora Vale do Rio
Doce no âmbito do programa Forma-Engenharia que tem
como objetivo despertar o interesse vocacional dos alunos da
Educação Básica pela profissão de engenheiro e pela pesquisa
cientifica e tecnológica. O desenvolvimento está baseado em
conteúdos educacionais que são acessados através de
dispositivos móveis e complementados através da utilização de
experimentos remotos. A integração entre os dispositivos
móveis, ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e
experimentos físicos acessados remotamente proporciona aos
alunos uma nova maneira de interagir com a disciplina de
física de maneira simples e agradável em qualquer lugar e a
qualquer momento. A arquitetura implementada no projeto
piloto apresentado está baseada totalmente em recursos de
software de código aberto e open-hardware que incluem o
sistema de gestão de aprendizagem (Moodle), o software
aplicativo RExMobile e os experimentos remotos desenvolvidos
pelo RExLAb.
Index Terms— remote experimentation, mobile devices,
disciplines of physics, HTML5, mobile learning, High School.
I. INTRODUÇÃO
assunto recorrente na imprensa em geral a preocupação
com a falta de engenheiros para os próximos anos no
Brasil motivado principalmente a partir de temas como as
descobertas das reservas de petróleo e gás do pré-sal e os
preparativos para o país sediar a Copa do Mundo em 2014 e
os Jogos Olímpicos em 2016. Segundo dados do Censo de
Educação Superior (Inep/MEC), o Brasil formou apenas 38
mil engenheiros em 2010, números bem inferiores a seus
parceiros no BRICS onde a China formou 650 mil, a Índia
220 mil e a Rússia 190 mil. Segundo a Federação Nacional
Juarez Bento da Silva, Willian Rochadel e José Pedro S.Simão
encontram-se no Remote ExperimentationLab (RExLab) na
UniversidadeFederal de Santa Catarina (UFSC), Araranguá, Santa
Catarina, Brasil. Telef. +55 48 37212198; e-mail: juarez.silva@ieee.org
André Vaz da Silva Fidalgoencontra-se no CIETI-LABORIS no
Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) do Instituto Politécnico
do Porto (IPP), Porto, Portugal. Telef. +351 22 8340500; e-mail:
anf@isep.ipp.pt
dos Engenheiros do Brasil (FNE) o país vai precisar até
2015 de 300 mil novos profissionais o que representa um
número anualde 60 mil novos especialistas, ou seja, a
realidade está 63% abaixo da necessidade. São muitas as
explicações para o problema vão desde a velocidade do
crescimento econômico passam pelo baixo número de
ingressantes nos cursos de Engenharia a falta de interesse e
vão até a evasão nos cursos superiores nas áreas das
engenharias (em torno de 60%).
O baixo número de alunos ingressantes nos cursos de
Engenharia, que conduzem a uma elevada ociosidade das
vagas oferecidas, nos leva a refletir sobre possíveis motivos
que não motivam o ingresso dos jovens nos cursos de
engenharia. Possivelmente a formação deficitária na
Educação Básica em disciplinas nas áreas de matemática,
física e química seja um fator inibidor do acesso dos alunos
aos cursos de Engenharia e posteriormente um fator que
inviabiliza a sua permanência, pois, apresentam dificuldades
para acompanhar os cursos.
A presença expressiva dos dispositivos móveis na vida
das pessoas tem alterado de forma significativa os estilos de
vida da sociedade, em particular dos jovens. A ubiquidade
dos dispositivos móveis e a sua continua utilização fazem
com que esta tecnologia se constitua em elemento frequente
em suas vidas através de múltiplas práticas que incluem
gestão e manuseio da tecnologia bem como a colaboração.
Embora sejam práticas que potencializam o
desenvolvimento de competências essenciais na sociedade
atual ainda estão contidas em um contexto informal. Laura
Naismithet al afirmam que “não tem sentido, que em um
sistema educativo com recursos tecnológicos limitados não
se tente tirar o máximo partido do que os jovens trazem para
as aulas”, logo, é razoável pensar na utilização destas
tecnologias utilizadas massivamente pelos jovens e
altamente personalizadas em contextos informais possam
conectar contextos de aprendizagem informais e formais.
Assim a utilização de ambientes de ensino-aprendizagem em
cenários de M-Learning certamente irá aproximar mais os
jovens do seu quotidiano aproximando assim a escola de sua
realidade diária.[1][2]
Nas seções que seguem estaremos focados na
apresentação de projeto de pesquisa em desenvolvido no
Laboratório de Experimentação Remota (RExLab) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que tem
como principal objetivo despertar o interesse vocacional de
alunos da Educação Básica
1
pela profissão de engenheiro e
1
No Brasil, a educação básica compreende a educação infantil, o
ensino fundamental e o ensino médio, e tem duração ideal de
dezoito anos.
Uso de dispositivos móveis para acesso a
Experimentos Remotos na Educação Básica
Juarez B. da Silva, Member, IEEE,Willian Rochadel, Member, IEEE, José P. S. Simão e André Vaz da
Silva Fidalgo
É
VAEP-RITA Vol. 1, Núm. 2, Jun. 2013 129
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