POSSIBILIDADES DE SIGNIFICAÇÃO DO TIPO: CONSIDERAÇÕES SEMIÓTICAS E HISTÓRICAS SOBRE OS SIGNOS TIPOGRÁFICOS Luís Morici Universidade do Estado de Minas Gerais luisecmorici@gmail.com Sérgio Antônio Silva Universidade do Estado de Minas Gerais sas.sergiosilva@gmail.com Resumo: Para se compreender a produção de significado no tipo e no design tipográfico, é proposto um método de divisão, em diferentes níveis de significação, dos signos que constituem esse objeto. Em primeiro lugar, o tipo é estudado enquanto suporte de comunicação pertinente à linguagem verbal. O arquétipo de caracteres se revela como base imutável para o desenvolvimento de novos tipos. Em seguida, e em oposição, o aspecto visual da tipografia é trazido à tona para maior exploração. É nessa abordagem como signo visual que o tipo pode ser compreendido como produção cultural capaz construir sistemas de conotação. Exemplos de conotação são oferecidos, tanto na prática tipográfica contemporânea, quanto na história das transformações das formas tipográficas. A história revela sua relação íntima com os sistemas de conotação, na medida em que sistemas denotados já existentes na cultura servem de guia para as formas dos tipos que vêm a ser projetados. Essa asserção, bem como a utilização da semiótica como um todo diante do objeto proposto, podem servir para ajudar no controle de resultados relacionados à significação, dentro de um projeto que envolva tipografia. Palavras-chave: design, tipografia, semiótica, história Abstract: To understand the production of meaning provided by type and by the act of type designing, it is proposed a method of dividing the signs that constitute this object into different levels of signification. Firstly, type is studied as a support for communicating contents related to verbal language. Character archetype is seen as an irremovable base in the development of new typefaces. Then, in opposition, the visual aspect of type is highlighted towards further exploration. In this visual approach, type can be understood as a cultural production that is able to build systems of connotation. Examples of connotation are exposed regarding contemporary typographic practice, as well as regarding history of change in typographic form. History reveals close relation with systems of connotation, considering that preexisting denoted systems found in culture guide type forms to be designed. This assertion, as well as the use of semiotics as a