EFEITOS AMBIENTAIS DA VISITAÇÃO TURÍSTICA EM ÁREAS PROTEGIDAS MARINHAS: ESTUDO DE CASO NA PISCINA NATURAL MARINHA, PARQUE ESTADUAL DA ILHA ANCHIETA, UBATUBA, SÃO PAULO, BRASIL Alexandre de Gusmão Pedrini*; Christiana Costa*; Tainá Newton*; Felipe Sarquis Maneschy*; Vitor Guimarães Silva* Flávio Berchez ** Letícia Spelta** Natália Pirani Ghilardi** Maria de Jesus Robim*** RESUMO A visitação em áreas protegidas tem como um de seus principais objetivos a educação do visitante o estímulo a atitudes que levem a preservação do meio ambiente. Os impactos negativos causados por essa atividade devem ser minimizados ao máximo, tanto visando à proteção da unidade de conservação como a transmissão de um exemplo aos visitantes. No ambiente marinho em geral e particularmente no Brasil, dados são escassos no que se refere à avaliação desses impactos e a discussão de metodologias adequadas para tanto. O presente trabalho busca colaborar na implantação de uma metodologia, através de um estudo preliminar na região denominada piscina natural do Parque Estadual de Ilha Anchieta, Ubatuba, SP área que está sendo visivelmente alterada pela visitação turística. Foram estudadas 62 pessoas, sendo a maioria absoluta (73%) de adultos e do sexo masculino (60%). Foram observados 2.277 impactos negativos, sendo o número médio de suspensões de sedimento por pessoa (86% das ocorrências) significativamente maior que o de pisoteamentos (11%), de toque em organismos (2,5%) e de alimentação a animais (0,5%). Observações gerais não numéricas mostraram também crianças fazendo morrinhos de sedimento sobre as rochas, adultos sentando-se ou colocando vestimentas sobre organismos crescendo na franja do médio com o supra litoral; crianças pulando do alto de rochas circundantes da piscina sobre sua parte de água e nesse caso suspendendo o sedimento em quantidades muito acima da correspondente à pisada e a ejeção de urina na água. Essa situação aparentemente propicia uma “deseducação ambiental”, onde os visitantes, embora dentro de uma unidade de conservação, têm liberdade para se comportarem da mesma forma que em qualquer praia e como conseqüência visitam um ambiente empobrecido e com baixo apelo afetivo. Dessa forma sugerem-se pesquisas avaliando as conseqüências sobre a comunidade natural e medidas para redução do impacto. Palavras-chave: Impacto Ambiental. Parque Estadual da Ilha Anchieta. Uso Público. Turismo. Áreas Protegidas. Comunidades Marinhas Bentônicas. OLAM Ciência & Tecnologia Rio Claro/SP, Brasil Ano VII Vol. 7 No. 1 Pag. 678 Maio/2007 ISSN 1519-8693 www.olam.com.br