(1) Professor Curso Técnico em Meio Ambiente – IFSULDEMINAS – Poços de Caldas; (2) Doutorando em Eng. Florestal – DCF/UFLA – dalmo.barros@uol.com.br; (3) Eng. Florestal – DCF/UFLA. (4) Aluno do Curso Técnico em Meio Ambiente, IFSULDEMINAS – Poços de Caldas. MAPEAMENTO DOS FRAGMENTOS FLORESTAIS DA BACIA DO RIO DO PEIXE DIVINOLÂNDIA – SP Allan Arantes Pereira (1) ; Dalmo Arantes de Barros (2) ; Alexandre Augusto Spadoni Pereira (3) ; Mireile Reis dos Santos (1) ; Hugo Renan Bolzani (1); ; Jane Piton Serra Sanches (1) ; Thomaz Alvisi de Oliveira (1) ; Bruno Lima (4) . Resumo: Este trabalho teve por objetivo mapear e quantificar os fragmentos florestais da bacia do rio do peixe, município de Divinolândia – SP. Para isso, utilizou-se uma ortoimagem do satélite de alta resolução espacial Quickbird e o aplicativo software livre QuantumGis 1.7. A imagem é de julho de 2008 e já foi disponibilizada no sistema de coordenadas UTM, datum SIRGAS 2000, zona 23K. Ao total foram mapeados 226 fragmentos com área entre 0,02 ha e 371,7 ha. A soma das áreas de todos os fragmentos é de 1.160,08 ha e a média de 5,13 ha. Os dados foram apresentados divididos por classe de tamanho para análise qualitativa dos fragmentos. INTRODUÇÃO Sob a óptica de gestão ambiental integrada, as bacias e sub-bacias hidrográficas vêm-se consolidando como compartimentos geográficos para planejamento regional integrado do uso e ocupação dos espaços rurais e urbanos, tendo em vista o desenvolvimento sustentado no qual se compatibilizam atividades econômicas com qualidade ambiental (FERNANDES, 2010). Além disso, a conservação da vegetação nativa nos corpos d’água que compõem a bacia hidrográfica é de extrema importância para conservação da flora e fauna silvestre. Neste contexto, avaliar a quantidade de fragmentos florestais, sua área e distribuição espacial, possibilita traçar diretrizes para conservação dos ecossistemas, tanto terrestres quanto aquáticos. Informações detalhadas e precisas sobre os fragmentos florestais, podem servir de base para planejar e propor medidas consevacionistas, como a criação de corredores ecológicos interligando áreas remanescentes, como estratégia de conservação da biodiversidade, visto que os corredores são áreas que possibilitam o tráfego de animais e consequentemente o fluxo gênico, devendo ser trabalhados no planejamento regional para a conservação da biodiversidade e devendo contemplar grandes unidades da paisagem (BRITO, 2006). O objetivo deste trabalho foi mapear, por meio de geotecnologias, os fragmentos florestais da bacia do rio do peixe no município de Divinolândia e analisar a frequência dos fragmentos por classe de tamanho no intuito de quantifica- los e qualifica-los por tamanho. MATERIAIS E MÉTODOS A área de estudo é a microbacia do rio do Peixe, localizada no município de Divinolândia – SP, e faz divisa com os municípios de São Sebastião da Grama –SP, Caconde-SP e Poços de Caldas-MG. A microbacia hidrográfica do Rio do Peixe possui uma área de 3.086ha e é um afluente do Rio Pardo que por sua vez faz parte da bacia federal do Rio Grande. A coordenada central da microbacia do rio do peixe é 23K 329778E ; 7597439S UTM, datum SIRGAS 2000. Para o mapeamento dos fragmentos florestais da microbacia do alto curso do rio do Peixe, utilizou-se uma ortoimagem do satélite Quickbird, fusionada, colorida com resolução espacial de 0,6m, datada de julho de 2008, já disponibilizada no sistema UTM, datum SIRGAS 2000, Zona 23K. O aplicativo de sistema de informações geográficas utilizado para o mapeamento foi o software livre QUANTUM GIS 1.7.