Papel dos Museus Universitários no processo de tomada de consciência ambiental* Valdir Lamim-Guedes 1,2 , Natalia Costa Soares 3,4 & Yasmine Antonini 5,6 1 – Mestrando em Ecologia de Biomas Tropicais pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), 2 – Rodovia MG-158, km 08, Nº. 755, Ponte Alta, Itanhandu-MG, CEP: 37464-000, e-mail: dirguedes@yahoo.com.br, 3 - Mestranda em Biologia Vegetal pela UNESP/Rio Claro, 4 - .Rua Eurico Dutra, Nº. 161, Imbaúbas, Ipatinga-MG, e-mail: naturalcsoares@yahoo.com.br, 5- Professora UFOP, 6 – Departamento de Ciência Biológicas, Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, UFOP, Campus Morro do Cruzeiro, Ouro Preto, Minas Gerais, e-mail: antonini@iceb.ufop.br. Introdução De acordo com a Carta de Belgrado (1975) a Educação Ambiental deve desenvolver um cidadão consciente do seu ambiente total e dos problemas associados a esse ambiente, sendo também um indivíduo possuidor de conhecimentos, atitudes, motivações, envolvimento e habilidades para trabalhar tanto individual como coletivamente no sentido de resolver os problemas atuais e prevenir os futuros (Pádua, 2000). A Educação Ambiental pode ser entendida como sendo a formação de uma consciência que, sensibilizada com os problemas socioambientais, se volta para a formação de uma sociedade sustentável na qual, a compreensão da interdependência entre os fenômenos sociais e naturais, permite que humanidade e natureza busquem uma forma de vida mais harmônica e compartilhada (Weid, 1997). Dentre os objetivos dessa educação apresentados em Tbilisi (1977) destaca-se: promover meios de mudanças de atitudes e valores que gerem sentimentos de preocupação com o ambiente e motivem ações que o melhorem e o protejam; desenvolver capacidades que possam ajudar indivíduos e grupos a identificar e resolver problemas ambientais; e ainda, promover o envolvimento ativo dos indivíduos em todos os níveis da proteção ambiental. Um dos principais temas tratados em atividades de educação ambiental é a biodiversidade, segundo o Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica (Brasil, 2002), este termo pode ser entendido como a variabilidade dos organismos vivos de todas as origens, abrangendo os ecossistemas terrestres, marinhos, e outros ecossistemas aquáticos, incluindo seus complexos; e compreendendo a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas. Dentro deste conceito é importante ressaltar a inclusão da espécie humana como