1 Anais do VIII Congre sso de Ecologia do Brasil, 23 a 28 de Se te mbro de 2007, Caxambu - MG C O M PA RA Ç Ã O ENTRE DIFERENTES FO RM A S DE CONTAMINAÇÃO “IN VIVO” POR HGCL 2 EM TRA ÍRA ( HO PLIA S M A LA BA RIC US, BLO C H, 1 7 9 4 ) . Julia na d o s Sa nto s C o lo mb i; Ta ise Bo mfim d e Je sus; Prisc ila Alme id a G o ntijo ; C a rlo s Ed ua rd o Veiga de Carvalho Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Centro de Ciência e Biotecnologia - Laboratório de Ciência Ambientais INTRO DUÇ Ã O A exposição ao mercúrio (Hg) é causada em sua maioria pela precipitação atmosférica seca ou úmida, fonte natural deste metal pesado, assim como pela queima de florestas e atividades humanas. Os níveis elevados de Hg total no músculo de peixes carnívoros em lagoas localizadas no Norte Fluminense - RJ são reflexos da aplicação de fungicidas organo-mercuriais em cultivos de cana-de açúcar. Concentrações de Hg em peixes destes ambientes realizados por outros autores excedem os níveis máximos permitidos pela legislação brasileira e internacional (Ferreira, 2004), considerado como limite de segurança para o consumo humano (Pfeiffer et al., 1991). De acordo com Santos et al. (2002), os predadores aquáticos situados no topo da cadeia trófica representam uma ligação importante entre a poluição do Hg e a saúde humana. A espécie orgânica metilada do Hg é mais tóxica do que a espécie de Hg inorgânico (Sorensen, 1991). O mercúrio inorgânico, por meio de emissões industriais, pode causar grandes efeitos agudos em tecidos de peixe. Devido a esse fato, vários estudos têm sido realizados para descrever a toxicidade do mercúrio nesses animais após intoxicação aguda (Oliveira et al., 1996). O presente estudo tem como objetivo comparar as concentrações de Hg bioacumulado no tecido muscular, hepático e brânquias de Hoplias malabaricus, após exposição aguda através da contaminação intraperitonial direta e na dieta. MA TERIA L E MÉTO DO S Para o preparo da solução de cloreto de mercúrio foi diluído 0,015g de HgCl 2 (cloreto de mercúrio) em 0,5 mL de HCl (ácido clorídrico) 4N e adicionado PBS ( Phosphate Buffer Solucion), completando 250 mL de solução. Essa solução de cloreto de mercúrio foi utilizada para contaminação aguda via intraperitoneal. A solução de cloreto de mercúrio foi injetada no peritônio das traíras, para a contaminação intraperitonial direta, e no caso da contaminação pela dieta foi utilizado como isca a tuvira (Gymnotus carapo) em uma concentração de 6 mg/0,1mL e, após intervalos de 24, 48, 72 e 96 horas, os exemplares foram medidos, pesados e necropsiados para retirada do fígado e do tecido muscular. Amostras contaminado e controle, sofreram digestão ácida para determinação o Hg total em ICP-AES da Varian com acessório de geração de vapor frio (VGA-77). RESULTA DO S E DISC USSÃ O A média da concentração de Hg nas amostras de fígado (634,68 e 145,36 µg. Kg -1 ) e brânquias (338,72 e 113,85 µg. Kg -1 ) de traíras submetidas à contaminação intraperitonial por HgCl 2 foi superior em relação à contaminação pela dieta. As amostras de músculos (200,54 e 95,12 µg. Kg - 1 ) das traíras contaminadas por Hg foram superiores na contaminação pela dieta quando comparados à contaminação intraperitonial. As concentrações de Hg obtidas das amostras de fígado, músculo e brânquias contaminados pela dieta diferiram significativamente (p=0,002708, p= 0,002708 e p= 0,002708) quando comparadas as amostras contaminadas através da injeção intraperitonial. Em ambos os testes realizados, trófico e intraperitonial, foi encontrada mercúrio nas