HEMEROBIA NAS UNIDADES DE PAISAGEM DO PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS, PONTA GROSSA, PR Cristina Guilherme de Almeida 1 ; Alides Baptista Chimin Junior 2 ; Lia Maris Orth Ritter 1 ; Márcio José Ornat 1 ; Rosemeri Segecin Moro 3 1 Lab. Geoprocessamento - Depto Geociências/UEPG; 2 Prefeitura Municipal de Palmeira/PR; 3 Depto Biologia Geral/ Curso de Mestrado em Gestão do Território/ UEPG crisguilherme@gmail.com Abstract This paper presents a land cover map and hemerobic classification applied to the landscape units of Campos Gerais National Park, PR, Brazil, aiming to contribute to the environmental planning. Proposals of ecological corridors could be involving a 4.610 ha forest matrix, in which 22 of primary forest. Resumo Este trabalho apresenta o mapeamento de uso da terra e classificação de hemerobia das unidades de paisagem do Parque Nacional dos Campos Gerais, PR, como subsídio ao planejamento ambiental. Propostas de corredores ecológicos poderão es 1 tar focadas numa matriz florestal de cerca de 4.610 ha, dos quais 22 de mata primária. 1. Introdução As intervenções antrópicas no funcionamento natural da paisagem podem provocar um conjunto de mudanças seqüenciais e sucessivas. Atualmente, há uma variedade de métodos de classificação das paisagens contemporâneas fundamentadas em diferentes princípios (RODRIGUEZ; SILVA; CAVALCANTI, 2004). O mapeamento das unidades de paisagem juntamente à avaliação do grau de hemerobia (alteração antrópica) é muito útil ao se iniciar o planejamento ambiental, pelo tratamento holístico do conjunto (FAVERO, NUCCI, DE BIASI, 2004). Neste trabalho, avalia-se a hemerobia de unidades de paisagem obtidas da análise do mapa de uso da terra do Parque Nacional dos Campos Gerais, PR, preliminarmente à análise de fragmentação de habitats, como subsídio ao planejamento ambiental. 2. Materiais e Métodos O Parque Nacional dos Campos Gerais (PNCG) localiza-se na região centro-leste do Estado do Paraná, nos limites entre o Primeiro e Segundo Planalto Paranaense na Escarpa Devoniana, limitado a noroeste pela Represa de Alagados, com altitudes variando de 700 a 1.000 m. Com 21.310 ha, abrange áreas dos municípios de Ponta Grossa, Castro e Carambeí (UTM 7210000 e 7240000 Sul; 590000 e 615000 Oeste). Inclui uma área expressiva de Floresta com Araucárias e os últimos remanescentes de campos naturais da região. Rocha (1995) comenta como a divisão fundiária da segunda metade do séc. XX, após a extinção do tropeirismo e da pecuária como principal atividade econômica, promoveu a fragmentação da paisagem na região, resultando no mosaico atual. Nesta análise, definiram-se as unidades de paisagem como áreas geográficas relativamente homogêneas pela redundância de características como: formas de relevo, tipo de vegetação e uso do solo. A classificação de hemerobia (TROPPMAIR, 1989), considerou quatro graus de qualidade da paisagem: ahemeróbio (A, ou natural) – paisagem natural, de pequena interferência antrópica (sem influência humana direta e capaz de auto-regulação); oligohemeróbio (B, ou próximo de natural) – paisagens pouco antropizadas (influenciadas pelo ser humano, mas similares ao anterior); Mesohemeróbio (C, ou semi-natural) – paisagens mais artificiais do que naturais (resultantes do uso humano, nem sempre intencionalmente, com capacidade limitada de auto-regulação); euhemeróbio (D, ou antropogênico) – paisagens artificiais (intencionalmente criadas e totalmente dependentes do controle e manejo humanos). Para a análise qualitativa reuniram-se todos os dados disponíveis (ROCHA, 1995; MORO et al., 1996; UEPG/NUCLEAM, 2002; MELO et al., 2003), incluindo a distribuição espacial dos padrões dos sistemas analisados, com visitas a campo para georreferenciamento e checagem de dados. Para análise do mosaico da paisagem, foi utilizada a composição de imagens dos satélites IRS + Landsat 7 ETM+ georreferenciadas, de agosto de 2003, e interpretações de imagens Landsat TM 5 de 1 Anais do I IALE-BR, Rio de Janeiro/São Paulo, 2007.