Prova Tipográfica Galley Proof Revista da Gestão Costeira Integrada #(#):#-#8 (2010) Número Especial 2, Manguezais do Brasil (2010) Journal of Integrated Coastal Zone Management #(#):#-#8 (2010) ...em inglês... www.aprh.pt/rgci www.gci.inf.br Contribuição ao conhecimento e à conservação da planície costeira de Guaratiba – Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro - Brasil Contribution to knowledge and conservation of the Guaratiba coastal plain – Sepetiba bay, Rio de Janeiro – Brazil RESUMO Na planície costeira de Guaratiba encontra-se um mosaico de ambientes que se conectam na paisagem através dos corpos hídricos. A gestão destas áreas envolve a compreensão de diferentes processos ecológicos nos ecossistemas e a conectividade biológica presente. Este estudo apresenta uma análise da distribuição dos elementos da paisagem da planície costeira de Guaratiba, dos processos ecológicos que afetam os padrões e das mudanças dos padrões ao longo do tempo, fazendo referência à estrutura da vegetação de mangue e à icitiofauna em diferentes habitats, a qual por sua mobilidade no sistema hidrológico representa uma importante forma de conexão entre os diferentes sistemas que compõem a paisagem. As florestas apresentam características distintas em termos de desenvolvimento e composição das três espécies de mangue presentes em Guaratiba: Avicennia schaueriana, Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle. Padrão que reflete a diversidade estrutural das florestas com fisionomias particulares e algumas vezes únicas em pontos específicos da planície costeira estudada, os quais estão em constante processo de adaptação às variações do ambiente, conferindo um caráter dinâmico ao ecossistema. Para a ictiofauna foram registradas 19 espécies nativas e 1 espécie exótica ( Poecilia reticulata) distribuídas desde a pequena rede hidrográfica na vertente sudoeste do Maciço da Pedra Branca até a porção interna dos manguezais de Barra de Guaratiba. Dentre as espécies encontradas, 50 % são dulcícolas primárias, 20 % são dulcícolas secundárias e 30 % são estuarinas. Três (15 %) das espécies dulcícolas secundárias, também são espécies estuarinas residentes, 2 (10 %) das espécies estuarinas são residentes e 4 (20 %) são estuarinas relacionadas. A comparação com outra bacia de drenagem próxima evidenciou particularidades 1 Doutor em Oceanografia Biológica, Pesquisador Associado ao Núcleo de Estudos em Manguezais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NEMA - UERJ), Pesquisador do Instituto Marés. 2 Mestre em Zoologia – Museu Nacional/UFRJ 3 Professor da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Coordenador do NEMA - UERJ 4 Doutorando em Ecologia – PPGE/UFRJ 5 Mestranda em Geografia – PPGG/UFRJ 6 Pesquisador Associado ao Núcleo de Estudos em Manguezais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NEMA - UERJ), Pesquisador do Instituto Marés. Filipe de Oliveira Chaves 1 , José Rodrigues Gomes 2 , Mário Luiz Gomes Soares 3 , Gustavo Calderucio Duque Estrada 4 , Paula Maria Moura de Almeida 5 e Viviane Fernandez de Oliveira 6