Caderno Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável (ISSN 2358-2367) v. 9, n.7, e-6995, 2019 doi: 10.18378/cvads.v9i7.6995 II CONGRESSO PARAIBANO DE AGROECOLOGIA IV EXPOSIÇÃO TECNOLÓGICA - AGROTEC 2019 1 a 3 de outubro de 2019 Lagoa Seca, Paraíba, Brasil Morfogênese e consumo de água de estacas de romã sob aplicação de fitormônios exógenos João Paulo da Silva 1 ; Rener Luciano de Souza Ferraz* 1 ; Alexandre Eugenio da Silva 1 ; Patricia da Silva Costa 2 ; Antonio Manoel da Silva 3 ; Kaline de Souza Meira 1 . 1 Universidade Estadual da Paraíba, jpaulotecnicoagricola@hotmail.com; ferragroestat@gmail.com; eugeniodasilvaalexendre@gmail.com; kalinemeira@hotmail.com, 2 Universidade Federal de Campina Grande, patriciaagroambiental@gmail.com; 3 Faculdades Integradas de Patos, antonio.uepb@gmail.com. RESUMO: O aumento populacional mundial requer uma maior demanda por alimentos e, com isso, vem expansão de áreas agrícolas e/ou potencialização das áreas utilizadas atualmente através da agricultura convencional, que minam os recursos naturais. Entretanto, para solucionar essa problemática, faz-se necessário o uso de tecnologias e inovações que preservem os recursos naturais. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a influência de concentrações de fitormônios na morfogênese e consumo de água por estacas de romã. O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Fitopatologia e em ambiente protegido, pertencentes ao CCAA/UEPB. Foram estudadas quatro concentrações de fitormônios (0, 25, 50 e 100%) com três repetições. As variáveis analisadas foram: número de brotações, número de raízes e consumo de água pelas estacas de romãzeira. Os resultados demostraram que não houve efeito significativo das concentrações de fitormônios sobre as variáveis, embora, tenha-se observado variações no número de brotações e consumo de água. De acordo com as condições estudadas, concluiu-se que concentrações de fitormônios não influenciam a morfogênese e consumo de água por estacas de romã e outros estudos de maior complexidade envolvendo interações com outros fatores e concentrações dos fitormônios, bem como aumentar o intervalo de exposição das estacas de romãnzeira aos fitormônios, sejam realizados. PALAVRAS-CHAVE: Punica granatum L; Agroecologia; Hormônios vegetais. INTRODUÇÃO O crescimento populacional no mundo requer o desenvolvimento de uma série de inovações tecnológicas para expansão agrícola e, assim, suprir a demanda por alimentos. Entretanto, grande parte dessas inovações tem sido desenvolvidas nos moldes da agricultura convencional, tais como: a biotecnologia e a nanotecnologia (SILVA, 2019a), engenharia genética e cultivos de transgênicos (REINHEIMER, 2018), agricultura industrial e da globalização, cultivos altamente mecanizados e com uso em demasia de insumos químicos (ALTIERI, 2010; SOARES et al., 2019). Esse modelo de exploração agrícola, acarreta problemas ambientais seríssimos, sobretudo pela exaustão de recursos naturais, supressão da flora nativa para expansão de áreas agrícolas, acidificação dos solos e corpos hídricos, emissão de gases de efeito estufa, degradação da camada de ozônio e problemas que comprometem a resiliência dos agroecossistemas e causam perdas na biodiversidade (WANG et al., 2019). Neste contexto, o aumento da produtividade para suprimento da demanda por alimentos, deve passar pelo crivo da agroecologia, ciência que visa a potencialização dos recursos naturais e não a depauperação dos recursos naturais, como na agricultura convencional. Assim, o investimento em tecnologias agroecológicas, como na produção de biomassa, que por sua vez, consiste em um mercado promissor, isso porque os recursos biológicos são produzidos e convertidos de forma sustentável em produtos de valor agregado (SÁNCHEZ et al., 2019), justificando o cultivo em ambiente protegido para obtenção de altas produtividades. Diante do exposto, a produção de mudas em ambiente protegido com diferencial tecnológico, como por exemplo a aplicação de fitormônios exógenos para obtenção de melhor qualidade fisiológica das mudas pode ser uma estratégia para melhorar o desempenho das plantas no campo. Isso pode se refletir em maior produtividade no campo, pois os fitormônios podem proporcionar aumento no enraizamento das mudas e plantas, maior crescimento, maior floração e maior produção de frutos (SILVA, 2019b), assim proporcionando maior renda ao agricultor familiar. Este cenário sugere que a produção de mudas de romã ( Punica granatum L.) em ambiente protegido com aplicação de concentrações de fitormônios para indução de enraizamento e brotações, pode ser uma tecnologia viável para inserção na cadeia produtiva da cultura. Nesta perspectiva, pesquisas para avaliação dos efeitos dos fatores citados anteriormente na romã são necessárias, pois os frutos da cultura são importantes e utilizados na indústria, por exemplo em panificação, bebidas e culinária, além de ser amplamente utilizada para o tratamento de várias doenças em diferentes culturas e civilizações (LOIZZO et al., 2019; SHAKHMATOV et al., 2019). Portanto, objetivou-se avaliar a influência de concentrações de fitormônios na morfogênese e consumo de água por estacas de romã.