1755 APORTACIONES DE LA EDUCACIÓN CIENTÍFICA PARA UN MUNDO SOSTENIBLE ACTAS ELECTRÓNICAS DEL XI CONGRESO INTERNACIONAL EN INVESTIGACIÓN EN DIDÁCTICA DE LAS CIENCIAS 2021 A participação de mulheres em uma série de vídeos de divulgação científca do Brasil Tárcio Minto Fabrício, Laís Torres, Mariana Rodrigues Pezzo, Adilson Jesus Aparecido de Oliveira Universidade Federal de São Carlos RESUMO: O trabalho teve como objetivo avaliar a participação das mulheres em uma série de vídeos de Divulgação Científca brasileira. Para tanto, utilizou uma abordagem descritiva e exploratória e analisou 313 vídeos produzidos entre os anos de 2015 e 2019. O resultados demonstraram uma menor representatividade das mulheres nessas produções, notadamente nas chamadas “áreas duras”, reforçando a necessidade da adoção de políticas e estratégias voltadas à valorização e à visibilidade do trabalho de mulheres cientistas em todas as áreas de conhecimento PALAVRAS-CHAVE: Mulheres na Ciência, Questões de gênero, Divulgação Científca. OBJETIVOS: O aumento da representatividade das mulheres nas áreas de Ciência e Tecnologia é fundamental para o estabelecimento da equidade de gêneros não só em tais campos, mas como forma de diminuir a desigualdade em todas as dimensões da Sociedade. Diante disso, o objetivo da pesquisa foi lançar um primeiro olhar sobre a participação das mulheres em uma série de vídeos de Divulgação Científca produzidos na Universidade Federal de São Carlos - Brasil e sua distribuição nas grandes áreas do conhecimento. QUADRO TEÓRICO Apesar de avanços signifcativos observados nas últimas décadas em relação ao papel e espaço das mulheres na sociedade, a desigualdade de gênero ainda é uma realidade na quase totalidade das dimensões sociais, em especial nas relacionadas ao desenvolvimento profssional. No campo científco, a situação das mulheres não é diferente. Como afrma Leta (2014), ainda prevalece na Ciência atual um discurso de que as mulheres apresentam um desempenho científco menor. Para tal autora, essa concepção serve como justifcativa para que elas tenham menos prestígio e possibilidades de ascenção na carreira. Como revelam Grossi, Borja, Lopes e Andalécio (2016), de acordo com o censo realizado no Brasil pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científco e Tecnológico (CNPq) em 2010, metade das pessoas inscritas na qualidade de pesquisadores no País eram mulheres. Tais dados, entretanto, quando observados sem o devido cuidado, podem levar à conclusão equivocada de que as mulheres já estão ocupando esses espaços de maneira signifcativa e que, portanto, chegou-se a uma posição satisfatória de equidade. Ao observar os resultados obtidos por essas mesmas autoras quando da avaliação da produção científca das mulheres no Brasil entre 2000 e 2013, fca claro que