ISSN impresso: 1679-1614 ISSN online: 2526-5539 Vol. 18 | N. 3 | 2020 EDITORIAL ___________________________________________________ AMAZÔNIA: MANTER A FLORESTA EM PÉ OU PLANTAR? Alfredo Kingo Oyama Homma* ORCID: 0000-0003-0330-9858 E-mail: alfredo.homma@embrapa.br (*) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Amazônia Oriental, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil Introdução Cursei o Doutorado em Economia Rural na Universidade Federal de Viçosa no período 1984 a 1987, orientado pelo Prof. Antônio Raphael Teixeira Filho, seguindo a sequência da graduação em agronomia (1970) e Mestrado em Economia Rural (1976). Efetuei a defesa do Projeto “A Extração de Recursos Naturais Renováveis: o Caso do Extrativismo Vegetal na Amazônia”, no dia 27 de outubro de 1987, no qual participaram os Professor(a)es Fátima Marília Andrade de Carvalho, João Eustáquio Lima, Matheus Bressan e Sonia Coelho de Alvarenga. No dia 10 de novembro de 1987 apresentei o Seminário de Tese para cumprir os requisitos do curso de doutorado e foi pouco compreendido. Defendi a tese na tarde do dia 25 de novembro de 1988. Faziam parte da Banca os professores Antônio Raphael Teixeira Filho, Carlos Antônio Moreira Leite, Edson Potsch Magalhães (19142008), Fernando Antônio da Silveira Rocha (1938-1999) e Sônia Coelho de Alvarenga. Menos de um mês após a defesa, no dia 22 de dezembro de 1988 ocorreu em Xapuri, Acre, o assassinato do líder sindical Francisco Alves Mendes Filho que ficou mundialmente conhecido como Chico Mentes (1944-1988) (HOMMA, 1989). Na época os textos sobre o extrativismo vegetal no país e no mundo tinha um interesse estritamente local ou regional. Com o assassinato de Chico Mendes o extrativismo vegetal ganhou relevância para a comunidade acadêmica, ONGs e para a mídia nacional e mundial. O problema é que os resultados da minha tese eram contrários do que pregavam e defendiam os ambientalistas.