Dossiê Espaço Urbano e Imaginação Cultural – https://revistaecopos.eco.ufrj.br/ ISSN 2175-8689 – v. 22, n. 3, 2019 DOI: 10.29146/eco-pos.v22i3.27417 189 A cidade vivida nos espaços de arte pela perspectiva da leveza The city lived in art spaces from the perspective of lightness Paulo Celso Silva Professor do PPG Comunicacão e Cultura da Uniso Cássia Pérez da Silva Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA) da Universidade de São Paulo (USP) Artigo submetido em 30 de junho de 2019 Artigo aceito em 25 de novembro de 2019 RESUMO Neste artigo, para tratar das relações urbanas, recorremos às obras de land art da artista Agnes Denes, cuja estética remete a um engajamento sociopolítico. Foram escolhidos, para análise, três de seus trabalhos, apresentados em Nova York: Rice/Tree/Burial; Wheatfield - A Confrontation;e A forest for New York - A peace park for mind and soul. Ao intervir no cotidiano da cidade, a artista permite ao transeunte refletir sobre os territórios em que o viver acontece. Ele pode buscar em um campo de trigo a leveza que o homem contemporâneo experimenta em aparatos tecnológicos de comunicação (os quais, inclusive, carrega consigo para registrar momentos fugidios na e da cidade). Em relação ao conceito de leveza, recorremos ao filósofo francês Gilles Lipovetsky, para quem, na contemporaneidade, a leveza escorre da ordem do imaginário para a do real por meio de um processo de miniaturização. Contrariando essa perspectiva, Agnes Denes ocupa grandes pedaços dos espaços de reserva do capital para trazer à tona a leveza. Este artigo pensa, ainda, o cotidiano e a necessidade de superá-lo do ponto de vista de Heller, Amorim Soares e Santos. PALAVRAS-CHAVE: Cidade; Arte; Agnes Denes; Comunicação.