|boletim de pesquisa nelic, florianópolis, v. 19, n. 30, p. 10-24, 2019| doi:10.5007/1984-784X.2019v19n30p10 10 TEMPLOS QUE SÃO FANTASMAS bandeira, ouro e megahype Raúl Antelo UFSC – CNPq RESUMO: O capitalismo contemporâneo entendido como modernidade metropolitana marca uma virada nos escritos estéticos de Bandeira. Em algumas das crônicas dos anos 20, ele empreende uma pesquisa sobre a essência da tragédia cultural como jogo de contrastes entre os impulsos da verossimilhança apolínea e a verdade dionisíaca. Esse enfoque formal evoca os meios tecnológicos, bem como certas práticas vanguardistas vindas não apenas de Paris mas também da modernidade mexicana. PALAVRAS-CHAVE: Crise da experiência; Valor de mercadoria; Transformação do tempo histórico. PHANTASMAGORY TEMPLES bandeira, gold and megahype ABSTRACT: Contemporary capitalism understood as metropolitan modernity marks a turning point in Bandeira’s writings on art. In some of his short essays of the twenties, he undertook an inquiry into the essence of cultural tragedy as an interplay of the contrasting aesthetic impulses of Apollonian semblance and Dionysian truth. This formal approach resembles the technological media, as well as some avant-garde practices not only from Paris but also from Mexican modernity. KEYWORDS: Crisis of experience; Commodity value; Transformation of historical time. Raúl Antelo, emérito ensaísta e estudioso da literatura, das artes e das humanidades, é professor titular aposentado do DLLV do CCE-UFSC e até recentemente membro do colegiado pleno do PPG em Literatura da UFSC. Este ensaio insere-se no projeto “Caracterização do surrealismo” (FFI2016- 75110-P).