Abstract— This article proposes the use of agent technologies, ontologies and rules-based monitoring, which represents medical knowledge as tools to support the home monitoring of chronic patients, evaluating their data and generating alerts. It also presents a case study with patients on oral anticoagulant treatment in Spain, showing how to the monitoring is performed into repositories of Personal Health Records for patients through the use of software agents and ontologies, allowing the extraction and integration of data. Keywords— Personal Health Records, Health 2.0, Health Intelligent Environment, Chronic Patients, Personalized Medical Treatment, Google Health. I. INTRODUÇÃO ONITORAMENTO de pacientes deve ser móvel, inteligente, personalizado, proativo, preditivo e sem muros [1]. Ele deve ser suportado por tecnologia de forma a monitorar pacientes e capturar suas contribuições diárias. Por um lado, ele deve permitir um sistema interagir pro- ativamente com pacientes e guiá-los; por outro lado, ele deve avaliar o risco potencial de sua saúde atual e futura. Por sua vez, ele deve permitir conexão com a equipe médica informando possíveis implicações, de modo que eles possam avaliar e tomar decisões, ou, em alguns casos, executar ações automaticamente. A prioridade de usar sistemas inteligentes no tratamento de saúde dos pacientes na Espanha, dominada por “ilhas de informação - information islands" [2], está motivada pela necessidade de integrar e avaliar dados de várias fontes diferentes para produzir um registro médico virtual (virtual medical record) [3]. Com esta grande quantidade de informação gerada dinamicamente, é urgente substituir a participação ativa da equipe médica na avaliação dos dados por uma análise passiva, libertando-a da tarefa de avaliar todos os dados providos pela saúde coletiva ou pelo próprio paciente. Desta forma, erros podem ser reduzidos e pode ser evitado um R. P. Carreiro, Universitat de València (UVEG), Valencia, Espanha, roberto@perezcarreiro.com J. Javier Samper, IRTIC, Universitat de València (UVEG), Valencia, Espanha, jose.j.samper@uv.es R. P. C. Nascimento, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracajú, Sergipe, Brasil, rogerio@ufs.br F. M. Mendes Neto, Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, Brasil, miltonmendes@ufersa.edu.br conhecimento tardio de informações relevantes. Caso contrário, pode ser criado um modelo fragmentado que reduz a eficácia e eficiência, comprometendo a sustentabilidade do sistema e a qualidade do atendimento de saúde. O programa de resposta principal do Governo Espanhol [4][5] aplica Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para: cartão de saúde, prontuário eletrônico, prescrições eletrônicas e nodo central de intercâmbio de informações. Estes são elementos de suporte, mas não são suficientes para oferecer os produtos e serviços em Saúde 2.0, do inglês Health 2.0 [6][7], demandados pelos cidadãos. Mais ainda, com as mudanças demográficas e custos crescentes em cuidados com a saúde [8], tem sido motivado na Espanha monitorar pacientes com doenças crônicas em seus ambientes domiciliares, em suas 17 regiões autônomas (administrações independentes de saúde) [9][10][11][12]. Assim, novos sistemas de informação são necessários para ajudar neste cenário. Este artigo está organizado da seguinte forma: a Seção II introduz registros pessoais de saúde; a Seção III descreve a aplicação de tecnologias de agentes e ontologias; a Seção IV apresenta uma solução para monitoramento domiciliar de pacientes crônicos através do uso de registros pessoais de saúde, agentes e ontologias e discute o protótipo implementado para validar o modelo proposto; a Seção V analisa os resultados dos testes realizados para avaliar a solução proposta; e, por fim, a Seção VI apresenta as considerações finais e propostas de trabalhos futuros. II. REGISTROS PESSOAIS DE SAÚDE Os Registros Pessoais de Saúde - Personal Health Records (PHRs) [13][14] colocam as pessoas no centro do processo, não sendo apenas anotações clínicas dos médicos plasmadas no prontuário, e estão relacionados de forma transversal com a saúde das pessoas e seu acompanhamento. Ajustam-se aos padrões de interoperabilidade internacionais e podem ser extraídos de varias fontes de dados. Portanto, não são propriedade dos profissionais de saúde, enquanto se gerenciam, se compartem e são controlados pelas próprias pessoas. Assim, os PHRs necessitam de um conjunto de ferramentas baseadas na Internet, que ofereça as pessoas uma visão integrada, que inclui a informação gerada pela própria pessoa, possibilitando sua participação e a decisão sobre sua saúde, com o apoio dos profissionais de saúde. R. P. Carreiro, J. Javier Samper, R. P. C. Nascimento, Member, IEEE and F. M. Mendes Neto, Member, IEEE Personal Health Records, Agents Technology and Ontologies for Homecare Monitoring of Chronic Patients M IEEE LATIN AMERICA TRANSACTIONS, VOL. 12, NO. 8, DECEMBER 2014 1581