ESTUDO DA MASSA DE ÁGUA E ADITIVO NA IMOBILIZAÇÃO DE LIPASE IN SITU EM XEROGEL PRODUZIDO PELO MÉTODO SOL-GEL COM O USO DE TMOS COMO PRECURSOR A. M. M. FICANHA 1 , M. BOPSIN 1 , K. L. LEVANDOSKI 1 , N. L. D. NYARI 1 , A. ANTUNES 1 , A. PAULAZZI 1 , M. MIGNONI 1 e R. M. DALLAGO 1 1 Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Departamento de Engenharia de Alimentos E-mail para contato: alinematuella@gmail.com RESUMO – As aplicações de lipases em processos industriais se tornam cada vez mais importante devido o valor comercial desta enzima. Para melhorar e tornar um biocatalisador mais estável é possível utilizar técnicas imobilização. Essa técnica mantêm a atividade catalítica da enzima, além de melhorar a eficácia e estabilidade operacional. O método sol-gel para imobilização é simples e permite a adição de aditivos no processo de imobilização a fim de aumentar a eficiência deste tipo de imobilização da lipase. A principal área de aplicação destes biocatalisadores heterogêneos diz respeito esterificação ou transesterificação em solventes orgânicos. A lipase de Candida antarctica (CALB) foi imobilizada pela técnica de sol-gel utilizando o precursor tetrametoxisilano (TMOS) para obtenção do xerogel imobilizado. O objetivo do trabalho foi estudar a influência da massa de água e aditivo utilizado na imobilização. A imobilização da lipase CAL B utilizando o precursor silano TMOS e o aditivo PEG no processo de sol-gel foi bem-sucedida. A adição de PEG com o aumento da massa de água fez com que a atividade de esterificação variasse de 150 a 380 U e o rendimento de imobilização 80 a 600 %. Isto demonstra que o aditivo teve influência positiva na imobilização e preservação da estrutura da enzima. 1. INTRODUÇÃO As lipases são enzimas de grande interesse na biocatálise para a síntese de uma variedade de compostos com aplicação na indústria de alimentos e aromas, produtos farmacêuticos, produtos de química fina, entre outros (Dalla-Vecchia et al., 2004). Essas enzimas na sua forma livre, podem ser usadas apenas uma vez em solução aquosa, desta forma, a imobilização pode auxiliar nesse aspecto, pois permite a sua reutilização, facilidade na separação do produto da reação, uso em batelada e estabilidade mecânica, térmica e de armazenagem (Mendes et al., 2011). O principal interesse em imobilizar uma enzima é obter um biocatalisador com atividade e estabilidade que não sejam afetadas durante o processo, em comparação à sua forma livre. A imobilização pode inibir ou aumentar a atividade e estabilidade da enzima,