ISSN 2237- 05-06 5 EDITORIAL http://dx.doi.org/10.22279/navus.2019.v9n2.p05-06.951 Informação, velocidade e inovação em tempos de dromocracia Information, speed and innovation in times of dromocracy Eli Lopes da Silva Doutor em Educação. Faculdade Senac Florianópolis (Senac/SC) Brasil. eli.dasilva@edu.sc.senac.br Nadi Helena Presser Doutora em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Brasil. nadihelena@uol.com.br O radical grego dromo ( ) cuja tradução literal significa estrada, é utilizado por Trivinho (2007) para formação de duas palavras: dromoapta, para se referir a propensão (daí o sufixo apta) a ser cada vez mais e mais veloz, buscada por instituições como o Estado, clãs, oligarquias ou mesmo indivíduos. Nesta perspectiva, o referido radical grego é assumido pelo autor como sinônimo de velocidade. A segunda palavra, que é trazida no título da obra do autor, é a dromocracia, ao que podemos dizer, de forma bastante sintetizada, que se refere a uma sociedade dominada pelo poder da velocidade. Quando o autor associa a expressão cibercultural como adjetivo dessa sociedade dromocrática, está se referindo l em todos os Dessa forma, a obra centrada na dromocracia cibercultural do autor se propõe a mostrar o modus operandi da civilização tecnológica atual, que o autor se refere como sendo uma civilização glocal ao mesmo tempo global e local -, dromocrática e transpolítica (que o autor assume como sendo pós- moderna). Se por um lado, há um sociedade cada vez mais dromoapta, cria-se um fosso gigante entre essa e o restante que é considerada dromoinapta, história projeta os dissabores da mais tenra forma de mazela, a miséria informática, a falta de domínio (especializado ou chama de apartheid cibertocnológico. Trouxemos essa discussão inicial da dromocracia cibercultural para afirmar que, em tempos de velocidade de distribuição de informação, proporcionada pelas técnicas e tecnologias disponíveis na cibercultura, a preocupação com a qualidade da informação, por parte de quem escreve, aprova e distribui informação, ou mesmo de quem a gerencia, deve ser prioritária. Na área de gestão, foco principal desta revista há, segundo Xu, Salughter e Hakim (2009), uma disciplina emergente de Qualidade da Informação (QI) que, para os autores, substitui a tradicional pergunta: que outras atividades devem ser concluídas antes da atividade atual?, utilizada em técnicas para mapear processos, fluxos ou atividades, pela seguinte pergunta: que informação é necessária de outras atividades antes de completar a atividade existente? O que essa mudança aponta é para a necessidade de olhar não apenas o desempenho do processo em si, mas a qualidade da informação que controla, restringe, modifica ou atua de alguma forma sobre o processo. Para responder a essa pergunta, Eppinger (2001) mostra que a solução é a Matriz da Estrutura de Design (DSM). O desenho de uma DSM é produzido a partir de perguntas realizadas às pessoas que participam das equipes de desenvolvimento sobe o que elas precisam de outras equipes. Uma DSM é representada por uma matriz quadrada, sendo que em cada linha é representada uma tarefa e em cada coluna a mesma tarefa. A diagonal principal (onde a linha é igual a coluna) dessa matriz quadrada não possui informação, pois denotaria um relacionamento da atividade com ela mesma. Todas as demais células da matriz representam relações entre tarefas, conforme pode ser visto na Figura 1.