A PERCEPÇÃO SOCIAL DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E DO RISCO DE CHEIA Celeste A. COELHO Professora Catedrática; CESAM - Centro de Estudos do Ambiente e do Mar; Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 3810- 193 Aveiro, Portugal; Telef.: +351 234 370 831; Fax: +351 234 429 290; coelho@dao.ua.pt Sandra M. VALENTE Licenciada em Planeamento Regional e Urbano; Bolseira de Investigação; CESAM - Centro de Estudos do Ambiente e do Mar; Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; Telef.: +351 234 370 831; Fax: +351 234 429 290; svalente@dao.ua.pt Luísa D. PINHO Mestre em Gestão e Políticas do Ambiente; Bolseira de Investigação; CESAM - Centro de Estudos do Ambiente e do Mar; Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; Telef.: +351 234 370 831; Fax: +351 234 429 290; lpinho@dao.ua.pt Teresa M. CARVALHO Licenciada em Planeamento Regional e Urbano; Bolseira de Doutoramento; CESAM - Centro de Estudos do Ambiente e do Mar; Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; Telef.: +351 234 370 831; Fax: +351 234 429 290; tercarv@dao.ua.pt António D. FERREIRA Professor Adjunto, Escola Superior Agrária de Coimbra, Bencanta, P-3040-316 Coimbra, Portugal, tel: +351239802940, fax: +351239802979; Colaborador, Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal, Telef.: +351 234 370 831, Fax: +351 234 429 290, vibrante@dao.ua.pt , aferreira@mail.esac.pt Elisabete M. FIGUEIREDO Socióloga; Professora Auxiliar; Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; Telef.: +351 234 370 831; Fax: +351 234 429 290; elisa@dao.ua.pt RESUMO As cheias desde sempre assolaram vastas áreas de Portugal, contudo, nos últimos anos parece verificar-se uma tendência para o aumento da frequência e severidade da sua ocorrência, originando crescentes preocupações acerca da exposição e vulnerabilidade das populações a esse fenómeno. A intensidade e frequência dos eventos extremos - cheias e secas, possivelmente associados às alterações climáticas, têm tido inúmeras repercussões nas sociedades contemporâneas, tornando-se cada vez mais premente a prevenção e mitigação dos seus efeitos. Nesta linha, a mitigação do risco associado às cheias têm favorecido a utilização de medidas técnicas de carácter correctivo em detrimento de medidas preventivas, geralmente de natureza não estrutural, tal como a regulação do uso do solo ou a adopção de medidas de mitigação/prevenção pelas populações. Sendo que a exclusão, ou pelo menos a reduzida adopção de medidas de mitigação não estruturais tem sido uma das causas para o insucesso ao combate aos efeitos das cheias. Avaliar a percepção e o conhecimento das populações face ao risco de cheia e do seu agravamento pela influência das alterações climáticas poderá contribuir para uma adaptação de estratégias ao contexto local. Com base na aplicação de um inquérito, discute-se neste trabalho a importância do conhecimento da percepção das populações face às alterações climáticas e ocorrência do risco de cheia, visando a eficaz implementação de medidas e regulamentos de uso do solo, contrariando a tendência persistente de ocupação de áreas de risco. Palavras-chave: alterações climáticas, risco de cheia, percepção, população local; inquérito por questionário.