ISSN: 2318-8413 DOI: 10.18554/refacs.v8i1.4404 1. Nutricionista. Especialista em Gestão Pública em Saúde. Especialista em Alimentação Escolar. Mestre em Enfermagem. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGENF) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil. ORCID: 0000-0002-8744-7790 E-mail: mariliabick@gmail.com 2. Enfermeira. Especialista em Enfermagem Pediátrica. Especialista em Saúde do Adolescente. Mestre e Doutora em Enfermagem. Bolsista de Produtiva em Pesquisa do CNPQ. Professora Associada do PPGENF da UFSM, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. ORCID: 0000-0003-4122-5161 E-mail: cristiane.paula@ufsm.br Vulnerabilidade programática para insegurança alimentar de crianças expostas ao HIV: revisão integrativa Programmatic vulnerability to food insecurity of HIV-exposed infants: an integrative review Vulnerabilidad programática para inseguridad alimentaria de niños expuestos al VIH: una revisión integradora Marília Alessandra Bick 1 Cristiane Cardoso de Paula 2 Esta é uma revisão integrativa, realizada nas bases LILACS, IBECS, PubMed e Scopus, em setembro de 2019, com o objetivo de analisar as evidências da literatura científica de fatores que influenciam na vulnerabilidade programática para insegurança alimentar de crianças expostas ao HIV. Foram incluídos 22 artigos primários publicados em português, inglês ou espanhol, sem corte temporal foram considerados, que apesar disto, apareceram a partir do ano de 2004 até 2019. A análise das evidências possibilitou a integração dos resultados desses artigos em três fatores que aumentam ou diminuem a vulnerabilidade: opções de alimentação, conhecimentos de atitudes e práticas dos profissionais e estrutura dos serviços. Como fatores de risco: burocracia para acesso gratuito à fórmula láctea, falha nas orientações para boas práticas de alimentação, estigma, mudanças nas diretrizes, acesso a diferentes serviços e insumos insuficientes. Concluímos que há necessidade de qualificar as orientações de opções de alimentação para as famílias dessas crianças, articulando as diretrizes das políticas públicas com as práticas dos profissionais de saúde e a estrutura dos serviços. Descritores: HIV; Transmissão vertical de doença infecciosa; Nutrição do lactente; Políticas públicas de saúde. This is an integrative review, carried out in the LILACS, IBECS, PubMed and Scopus databases, in September 2019, with the object of analyzing the evidence from scientific literature of factors that influence the programmatic vulnerability to food insecurity of HIV-exposed infants. Twenty-two primary articles published in Portuguese, English or Spanish were included. The analysis of the evidence made it possible to integrate the results of the articles into three factors that increase or decrease vulnerability: feeding options, knowledge of attitudes and practices of professionals and service structure. As risk factors: bureaucracy for free access to formula milk, failure in guidance for good feeding practices, stigma, changes in guidelines, access to different services and insufficient supplies. We conclude that there is a need to qualify the guidance for feeding options for the families of these infants, articulating the guidelines of public policies with the practices of health professionals and the structure of services. Descriptors: HIV; Infectious disease transmission, Vertical; Infant nutrition; Public health policy. Esta es una revisión integradora, realizada en las bases de datos LILACS, IBECS, PubMed y Scopus, en septiembre de 2019, con el objetivo de analizar las evidencias de la literatura científica de los factores que influyen en la vulnerabilidad programática para la inseguridad alimentaria de niños expuestos al VIH. Se incluyeron 22 artículos primarios publicados en portugués, inglés o español, sin recorte temporal fueron considerados, que a pesar de esto, aparecieron a partir del año 2004 hasta 2019. El análisis de las evidencias posibilitó la integración de los resultados de los artículos en tres factores que aumentan o diminuyen la vulnerabilidad: opciones de alimentación, conocimientos de actitudes y prácticas de profesionales y estructura de servicios. Como factores de riesgo: burocracia para el libre acceso a la fórmula láctea, falla en las orientaciones para buenas prácticas de alimentación, estigma, cambios en las directrices, acceso a diferentes servicios y insumos insuficientes. Concluimos que hay necesidad de calificar las orientaciones de opciones de alimentación para las familias de estos niños, articulando las directrices de las políticas públicas con las prácticas de los profesionales de la salud y la estructura de los servicios. Descriptores: VIH; Transmisión vertical de enfermedad infecciosa; Nutrición del lactante; Políticas públicas de salud. Recebido: 14/08/2019 Aprovado: 29/12/2020 Publicado: 17/02/2020