1 Expectativa de vida livre de incapacidade funcional para idosos: um estudo comparativo para o brasil, grandes regiões e unidades da federação, 1998 e 2003 ∗ Mirela Castro Santos Camargos ♦♥ Carla Jorge Machado ♦ Roberto Nascimento Rodrigues ♦ Palavras-chave: expectativa de vida saudável; método de Sullivan; idosos; incapacidade funcional. Resumo Com o envelhecimento populacional e o aumento da longevidade, cresce o interesse em investigar se o número adicional de anos vividos pelos idosos transcorre em condições de saúde consideradas boas. Informações sobre o número de anos a serem vividos com incapacidade funcional possibilitam direcionar políticas públicas que visem diminuir o número de anos a serem vividos nestas condições. Estas estimativas podem ser usadas para comparar a saúde entre diferentes populações e de uma mesma população em dois períodos distintos. O objetivo do presente estudo foi medir a expectativa de vida livre de incapacidade funcional aos 60 anos, em ambos os sexos, para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, em 1998 e 2003. Empregou-se o método de Sullivan, combinando as tábuas de vida do IBGE para 1998 e 2003 e as prevalências de incapacidade funcional das PNADs desses anos. Os principais resultados indicaram que, no período, além do aumento da expectativa de vida aos 60 anos, ocorreu um crescimento no número de anos a serem vividos livres de incapacidade funcional, tanto em termos absolutos como relativos. Existiu uma vantagem masculina em relação à proporção de tempo vivido livre de incapacidade funcional nos dois anos analisados e esta diferença praticamente se mantém no período nas diferentes regiões. No Brasil, por exemplo, ao atingir 60 anos em 1998, a expectativa de vida dos homens era de 18,51 anos, 84% (15,62 anos) dos quais livres de incapacidade funcional. Já em 2003, era de 19,13 anos, sendo 86% (16,46 anos) livres de incapacidade. Para as mulheres estes valores eram, respectivamente, 21,35 anos e 80% (17,06 anos) em 1998 e 22,16 e 82% (18,07 anos) em 2003. Os resultados chamam atenção para a necessidade de considerar as diferenças entre os sexos e diferentes regiões em relação à demanda por cuidados de saúde. ∗ Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, realizado em Caxambu- MG – Brasil, de 29 de setembro a 03 de outubro de 2008. ♦ Departamento de Demografia - CEDEPLAR /UFMG. ♥ Bolsista CNPq Brasil.