ARTIGO ORIGINAL DOI: 10.4025/cienccuidsaude.v18i3.44967 Cienc Cuid Saude 2019 Jul-Set 18(3) e44967 1 Pesquisa integrante de projeto multicêntrico intitulada: Lactancia Materna Exclusiva: Determinantes socioculturales en Latino América *Graduanda Enfermagem. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Cascavel, PR, Brasil. E-mail: saionara.rigato@gmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-3383-0169. **Graduanda Enfermagem. Unioeste, Cascavel, PR, Brasil. E-mail: vanessacappellesso@hotmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-1798-7214. ***Enfermeira. Mestre em Biociências e Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Cascavel, PR, Brasil. E-mail: gewust@hotmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-8082-850X. ****Enfermeira. Doutora, Unioeste, Cascavel, PR, Brasil. E-mail: lb.toso@gmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-7366-077X. *****Enfermeira. Doutora, Unioeste, Cascavel, PR, Brasil. E-mail: gmachineski@gmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-8084-921X. ******Enfermeira. Doutora, Unioeste, Cascavel, PR, Brasil. E-mail: clausviera@gmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-0900-4660. AUTOEFICÁCIA DA GESTANTE PARA O ALEITAMENTO MATERNO: ESTUDO TRANSVERSAL 1 Bruna Saionara Martins* Vanessa Cappellesso Horewicz** Gécica Gracieli Wust de Moraes*** Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira Toso**** Gicelle Galvan Machineski***** Cláudia Silveira Viera****** RESUMO Objetivo: identificar a autoeficácia para o aleitamento materno em gestantes acompanhadas em unidades de saúde do município de Cascavel, Paraná. Metodologia: estudo quantitativo, descritivo, transversal, com recorte temporal de outubro de 2017 a junho de 2018, realizado com gestantes inscritas no sistema de acompanhamento do pré-natal em unidades de saúde e ambulatório do município. Resultados: a amostra foi de 101 entrevistadas, das quais 66,34% apresentaram alta eficácia para o aleitamento materno, 29,70%, média, e 3,96%, baixa eficácia. Ademais gestantes com maior renda familiar não apresentaram baixa eficácia para o aleitamento materno e, das 75,24% que tinham ensino médio completo, 47,52% demonstraram alta eficácia. Conclusão: questões sociodemográficas, como renda e escolaridade, podem influenciar na autoeficácia materna, repercutindo na confiança da mulher no processo de amamentar. Evidenciou-se alta autoeficácia para o aleitamento no pré-natal, portanto, devem-se empregar estratégias que visem a manter elevada a autoeficácia materna, a fim de se promover a autoconfiança da mãe no pós-parto e reduzir risco de desmame precoce. As gestantes que foram identificadas com baixa eficácia para o aleitamento materno apresentaram maior risco de desmame precoce. Portanto, os profissionais de saúde e a família devem prover o suporte necessário para que elas sejam empoderadas em sua capacidade de amamentação no pós-parto. Palavras-chave: Enfermagem. Aleitamento Materno. Gestantes. Autoeficácia. INTRODUÇÃO O Aleitamento Materno (AM) promove vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança, constituindo-se em fator protetor para o não desenvolvimento de problemas de saúde tardios como obesidade e doenças crônicas (1) . Além disso, influencia no sistema imunológico, no estado nutricional, na fisiologia e no desenvolvimento cognitivo e emocional, além de apresentar implicações físicas e psíquicas para quem amamenta (1) . De acordo com a II pesquisa de prevalência de aleitamento materno no Brasil, realizada de 1999 a 2008, nas capitais do país, apenas 41% das mães amamentavam exclusivamente até os seis meses de idade da criança. Na região Sul, esse dado ficou em 43,9% e, especificamente em Curitiba, no estado do Paraná, 46,1% (2) . Para promover o AM no Brasil e reduzir o desmame precoce, foram implantadas a Política Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno e as estratégias de política governamental de proteção ao AM. No estado do Paraná, houve a implantação da Rede Mãe Paranaense em 2012, contemplando, dentre seus objetivos, a garantia da assistência no pré-natal com qualidade a todas as gestantes paranaenses, estratificando o risco e garantindo acompanhamento das crianças e o incentivo ao aleitamento materno (3) . Desse modo, no pré-natal, faz-se necessário conversar sobre as vantagens da amamentação para a mulher, criança e família, bem como acerca do manejo desse processo, promovendo o apoio e incentivo ao AM. Essa prática poderá contribuir para aumentar a autoeficácia materna para tal função, subsidiando a resolução de problemas que possam surgir no pós-parto e, consequentemente, aumentando o período de aleitamento materno exclusivo (4) . Nesse contexto, torna-se importante identificar o conhecimento, as crenças e as atitudes que a