Anais XI SBSR, Belo Horizonte, Brasil, 05-10 abril 2003, INPE, p. 333-340. 333 A INFLUÊNCIA DO DATUM PLANIMÉTRICO NO REGISTRO DE IMAGENS EMERSON VIEIRA MARCELINO 1 ANTONIO ROBERTO FORMAGGIO 1 JÚLIO CESAR LIMA D’ÁLGE 1 1 INPE – Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais Caixa Postal 515 - 12227-010 – São José dos Campos - SP, Brazil {emerson, formagg}@ltid.inpe.br julio@dpi.inpe.br Abstract. The aim of this paper is to evaluate systematic error caused by the incorrect use of planimetric datum in the image registration process. Firstly, a registration simulation was accomplished using Reservatório Rio Paraibuna (SP) topographic map, 1:10.000, UTM/Córrego Alegre, 1969. The RMSE obtained for Córrego Alegre (CA), WGS84 and SAD69 data was 2.18, 25.57 and 42.65 m, respectively. Only the datum CA presented correct values in respect of the standard for brazilian cartographic accuracy (0,5 mm at the scale of the map). Statistical tests established that the datum error caused an uniform displacement, without deforming the registered map. However, these errors can make unpractible mapping that needs cartographic precision. Keywords: image registration, planimetric datum, mapping accuracy. 1. Introdução A partir dos anos 80, com a consolidação do Programa LANDSAT, aumentou consideravelmente o uso de imagens ópticas orbitais para o levantamento e monitoramento dos recursos naturais (Campbell, 1996). A partir de então, novos satélites e sensores foram desenvolvidos com o intuito de atender outros ramos das Ciências da Terra, como a cartografia, geomorfologia, meteorologia, agronomia, etc. (Schowengerdt, 1997). Entretanto, a devida extração de informações das imagens de satélite depende da observância de alguns procedimentos necessários, em função das distorções sistemáticas inseridas durante o processo de aquisição das mesmas. Dentre as fontes de distorções geométricas existentes, destacam-se a rotação e curvatura da Terra, as distorções panorâmicas, o arrastamento da imagem durante a varredura e as variações de altitude, atitude e velocidade do satélite (Silva e D’Álge, 1986; Silva, 1988). Assim, é necessário realizar a correção geométrica das imagens visando modelar os erros existentes e vincular as mesmas ao sistema de projeção cartográfica de interesse. A maioria das imagens adquiridas pelos usuários já possui um certo nível de correção e um sistema de projeção cartográfica. Por exemplo, as imagens do satélite LANDSAT fornecidas pelo INPE apresentam o nível 1G de correção, ou seja, já foram corrigidas utilizando o modelo fotogramétrico com reamostragem por convolução cúbica. A projeção default associadas às imagens é a UTM (Universal Transverse Mercator) com datum planimétrico SAD69 (DGI, 2002). Isto significa que o posicionamento relativo dos pixels é condizente com o sistema de referência de uma certa projeção cartográfica. Desta forma, basta ao usuário aplicar o modelo polinomial (registro de imagem) para um refinamento da correção geométrica em um ambiente SIG (Sistema de Informação Geográfica) que suporta os formatos vetorial e raster (D’Alge, 1997). O registro de imagem, conforme D’Alge (1997), utiliza basicamente funções polinomiais no espaço bidimensional para relacionar coordenadas de imagem (linha e coluna) às coordenadas planas do sistema de projeção cartográfica. Para tanto, utilizam-se pontos de controle (cruzamentos de estradas, rios, pistas de aeroportos, etc.) obtidos com GPS e cartas topográficas (Campbell, 1996). Alguns poucos pontos (feições homólogas), bem distribuídos, podem facilmente modelar a translação que representa um erro de posicionamento (D’Alge,