Elementos da Inteligência Organizacional Domingos Dalmolin, Jandir Pauli RESUMO A inteligência organizacional é fator decisivo para a sobrevivência e para o crescimento de todas as organizações e se consolida como fator estruturante, onde cada um de seus elementos se torna fundamental, agregador e contributivo. Esta força pode estar expressa na capacidade de reação e de adaptação das organizações frente a cenários não previstos, constituindo vantagem competitiva ao demonstrar habilidade para promover ações que lancem as organizações na vanguarda em tempos contemporâneos. A inteligência organizacional se apresenta como fator de articulação e de funcionamento, presente em toda a extensão das atividades organizacionais, quer no ambiente administrativo estratégico, quer no ambiente operacional: sempre, a cada momento, variáveis de inteligência organizacional são manipuladas e conduzidas. Sendo assim, uma das mais adequadas formas de manipular favoravelmente elementos da inteligência organizacional é saber quem são eles; o que motivou o presente ensaio teórico, elaborado com o objetivo de identificar tais elementos a partir dos autores Morgan; March; Kates e Galbraith; e Simon, entre outros. Sem exaustão do tema, no resultado, são apontados relevantes elementos da inteligência organizacional que servem de norteadores no processo de gestão inteligente das organizações. Palavras chave: Inteligência organizacional; elementos da inteligência organizacional. 1 INTRODUÇÃO Morgan (1996) ao se referir ao estudo das organizações e suas imagens, cita o fato de que as organizações podem ser vistas como cérebros processadores de informações: uma alusão à inteligência organizacional que se constitui em uma variável decisiva para a sobrevivência e, seqüencialmente, para a expansão e o crescimento de cada uma das instituições existentes, de diferentes portes, de diferentes atividades e mesmo com diferentes ambições em diferentes âmbitos, como o econômico e o social. Assim é que a inteligência organizacional constitui fator principal de articulação e de funcionamento das organizações, estando presente em toda a extensão de cada uma delas, quer no ambiente administrativo estratégico, quer no ambiente operacional onde, a cada momento, variáveis de inteligência organizacional são manipuladas e conduzidas. As formas de manipulação e de condução de cada uma das muitas variáveis da inteligência organizacional podem determinam o êxito ou não com que cada organização consegue atender à missão, à visão e aos objetivos a serem atendidos. Para a relevância da capacidade estratégica de obter êxito através da adequada e racional manipulação de elementos da inteligência corporativa contribuem os cenários, especialmente complexos, em que as organização se encontram insertas. São cenários complexos onde, além das variáveis econômicas que sustentam e compõem a sobrevivência estrutural de cada organização, múltiplas outras variáveis pulsam, num ambiente em que o nível transbordante de informações tende a dificultar tomadas de decisão perfeitamente adequadas, até pela racionalidade limitada de processamento de informações do elemento humano envolvido nesse processo. A complexidade de cenários apresenta ainda outro desafio, que é a dificuldade de fazer previsões seguras e, conseqüentemente, ocorre dificuldade de alocação adequada de provisões de recursos para cenários incertos. Como conseqüência, toda a preparação para o futuro